Realizou-se hoje pela  manhã (17/04), na CDL de Lages, a segunda reunião de um grupo de pessoas voluntárias que têm como objetivo criar em Lages um Observatório Social. Com apoio de entidades como CDL, ACIL, Receita Federal, Fiesc, Simmmel, Ampe, Sindicato dos Contabilistas, Clubes de Serviço como Rotary e Lions, entre  outros, o grupo decidiu-se por levar à frente o objetivo. O próximo passo, para meados de maio (a data final ainda não está definida), é trazer a Lages uma autoridade no assunto em nível de Sul do Brasil (da cidade de Maringá), que explanará publicamente para todas as pessoas interessadas o que vem a ser um Observatório Social, como funciona, seus objetivos e como tem conseguido excelentes resultados, principalmente no controle e acompanhamento dos gastos de Prefeituras e outros órgãos públicos. Luiz Sprícigo, da Receita Federal, explicou na reunião de hoje pela manhã que o Observatório Social é um excelente instrumento de cidadania e que vem obtendo excelentes resultados em várias cidades de Santa Catarina e do país. “É um grupo de pessoas que se une para acompanhar mais de perto como são gastos os recursos públicos. Através do Observatório Social, acompanha-se de perto a realização de licitações, observa-se como são feitas, quem participa, quem ganha, quais os valores das obras e das compras. Com isso, a sociedade controla efetivamente o uso do dinheiro público. Havendo problemas, é acionado o Ministério Público. Temos casos em que se economizou muito dinheiro ao longo de um ano simplesmente com essa providência”, explicou. Em Lages, apoiados por várias entidades, um grupo em torno de 30 pessoas vem se reunindo com esse objetivo. A princípio, deverá ser fundada uma entidade (ONG ou OSCIP – a forma jurídica ainda está em estudos), integrada por pessoas que tenham como meta exercer de forma mais efetiva sua cidadania. “Os recursos públicos são de todos. É natural então que a comunidade queira acompanhar de perto como são gastos. Mas temos de tomar cuidado também porque não é nosso objetivo trabalhar contra os poderes constituídos. Ao contrário, queremos eles como parceiros, para que nos ajudem a aumentar a transparência e a cidadania”, observou Rosane Pocai, vice-presidente da CDL e uma das voluntárias. Loreno Siega - Voluntário e Assessor de Imprensa do Grupo