Saiba o que levou à prisão do ex-prefeito José Nérito de Souza, vereador e dos funcionários da Prefeitura de São Joaquim. Interceptação telefônica foi utilizada para compor as peças que resultaram nas prisões .  Segundo ao autos de número 063.12.001015-4 deferido pelo Juíz Ronaldo Denardi em 03/05/2012 através de denúncia pelo o Ministério Público o ex prefeito de são Joaquim José Nérito de Souza e demais membros da Prefeitura estariam envolvidos com um esquema de fraude de licitações.  Veja no que se referia os Autos: Investigações desencadeadas pelo Ministério Público no primeiro semestre de 2011 revelaram fortes indícios de que o requeridos associaram-se a uma quadrilha destinada a  fraudar licitações no município de são Joaquim com esteio na falsificação ideológica de documentos e na distribuição de suborno a agentes públicos. Apurou-se  que um janeiro de 2011 lançou 14 procedimentos licitatórios na modalidade Carta Convite para a aquisição de peças, pneus e lubrificantes, contudo diversas irregularidades marcavam o certame organizados pelo diretor do departamento de Compra Valdecir Silva de Pontes e pelo funcionário Giulian Amaral Porto, como por exemplo o fracionamento dos objetos licitados para que os contratos permanecessem abaixo do limite legal de 80,000 o que permitiria a realização dos convites e a quantidade excessiva dos bens adquiridos, a maior parte delas requisitada pelo (na época) secretário de Obras Flares Fabre Melo. Ao final do convites apenas 02 empresas haviam vencido as licitações, a BR Tratores do requerido Walmi Camargo da Silva e a Megano Peças do requerido Clauto Antônio Corrêa. Participavam as empresas sempre derrotadas Santomac e Lupac… Os convites somados alcançavam cifras de R$ 1.103,621,00. O departamento Jurídico de São Joaquim fez resistência para não emitir um parecer favorável a tal atitude, tendo inclusive questionado o secretário de Obras Flares Fabre Melo sobre a legalidade dos certames. A quadrilha sobre a inspiração do contador Jader Prochnow Nunes teria montado um novo procedimento licitatório forjado especificadamente para esquentar os resultados dos convites que permitiu às empresas de Clauto e Valmir requeressem os 100 itens em disputa. Dentro os quais a absurda quantidade de 984 pneus e 100 lâminas para patrola, o que resultaria em forma de assinatura de contrato em favor das empresas no valor de R$ 2.118,408,00. Valores estes inteiramente pagos às investigadas após no ano de 2011. Como não houve efetiva competição, todos os termos do pregão montado a partir de fevereiro de 2011 foram pós-datados, ou seja, ideologicamente falsificados, para que ostentassem datas de janeiro de 2011. Concorreram diretamente tanto os requeridos Flares Melo, então secretário de Obras, que assinava as solicitações de materais; Valdeci Pontes assinava o edital, Jader Prochnow assinava o parecer contábil, Já André Spolti e Evander Maurílio Godinho, funcionários na época distintos foram os responsáveis pelo recebido dos bens das empresas;  Giulian Porto assinava a ata de julgamento e José Nérito homologava e determinava o pagamento as empresa investigadas. As provas amelhadas revelaram que Walmi Camargo da Silva, Clauto Corrêa, Norton Luiz Santos (que Fornecia nome de empresa para concorrer ao pregão), Clauto Corrêa e seus colaboradores Inês Nonato Galeano e Ivanir Ernesto Pereira haviam formado uma quadrilha. Em Novembro de 2011 foi decretado uma interceptação telefônica dos envolvidos e em dezembro do mesmo ano, já com o acompanhamento telefônico,  a quadrilha já se preparava para uma nova fraude licitatória que permitiria à  empresa de Clauto o ganho de R$ 3.054,55,80. (Três Milhões cinquenta e quatro mil e cinquenta e cinco reais e 80 centavos) A  partir  de janeiro de 2012 o Ministério Público ouviu funcionários da Secretaria de Obras e de fornecedores locais ao qual alegavam que o município jamais havia recebido todos os bens adquiridos através do pregão 10/2011. Sendo assim o Ministério público apurou o desvio do iem mais valioso do pregão  o peu 1400/24 de 24 lonas d Pirelli, cuja licitação previa 100 unidades por parte da investigada BR Tratores ao custo total de 548.100,00. O IGP chegou  fazer perícia, mas nenhum desses pneus foram encontrados nos veículos da frota municipal. Sendo assim o juiz emitiu o Mandado de Busca e Apreensão também de notas, cadernos, pen drives e computadores na casa dos acusados assim como a prisão temporária de todos os envolvidos.   Imagens: Dionata Costa - Redação São Joaquim Online