“Não ao Ato Médico, sim à saúde”, este foi o grito dos acadêmicos de diversos cursos ligados à saúde que saíram nesta segunda-feira (28), às ruas do centro de Lages para se manifestarem contra o Projeto de Lei (PL) 7703/06, que visa regulamentar a profissão da classe médica.

Com cartazes, apitos, cornetas e nariz de palhaço, os acadêmicos e professores dos cursos de Saúde da Univesc saíram do Parque Jonas Ramos, o Tanque, em direção à Catedral. O manifesto foi realizado com apoio do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 10ª Região.

Com a aprovação do Ato Médico, pelo menos 12 profissões serão afetadas e os profissionais perderam a autonomia. “A PL precisa ser refeita, como está irá prejudicar muitos profissionais, já que todas as pessoas que tiverem qualquer problema de saúde precisarão realizar uma consulta com os médicos e não poderão ir direto consultar os especialistas como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, entre outros”, explica a coordenadora do curso de Fisioterapia da Univesc, Geciely Almeida.

A aprovação do Projeto de Lei também poderá criar um problema na saúde pública, aumentando a demora nos atendimentos. “O Sistema de Saúde no Brasil já é precário com a aprovação do Ato Médico, irá virar um caos, a superlotação nos consultórios e hospitais irá aumentar muito, bem como a espera porque tudo será centralizado no médico”, ressalta a estudante de fisioterapia e presidente do centro acadêmico do mesmo curso, Patrícia Athayde do Amaral.

Outra reividicação dos profissionais da saúde é sobre os cargos de chefia, que segundo a PL devem ser ocupados somente por médicos. “Iremos perder a autonomia, cada profissional tem o conhecimento da sua área, estudamos e estamos aptos a exercer a nossa profissão, não poderemos perder o que já conquistamos”, afirma Patrícia.

Informações e foto CL+