Formar agentes públicos para melhor controle das contas do governo. Essa é a intenção do 14º Ciclo de Estudos de Controle Público da Administração Municipal. O evento aconteceu nesta terça-feira (24/07) e reuniu cerca de 250 pessoas.

A novidade este ano foi a inclusão da capacitação de pessoas que trabalham em Organizações Não Governamentais (ONGs). Segundo o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Cesar Filomeno Fontes, este novo nicho foi escolhido pelos serviços sociais que prestam. \"Às vezes acontecem alguns problemas por conta da falta de orientação. Sabemos que existem pessoas que montam uma Ong que querem se aproveitar do dinheiro público, mas isso logo se descobre. Mas sabemos também que existem pessoas que querem prestar um bom serviço\".

Outra novidade foi a abolição das atividades políticas no evento. \"Estamos fazendo um trabalho estritamente técnico\", diz o presidente do TCE. Além do trabalho dedicado para as Ongs, foram feitas outras três oficinas. Uma sobre contabilidade e controle interno, voltada para a fiscalização interna dos órgãos. Outra sobre atos de pessoal, que tem como objetivo orientar a respeito de assuntos como licenças e acumulação de cargos.

A terceira é sobre licitações, contratos obras e serviços. Cesar Fontes explica que no futuro serão feitos trabalhos pedagógicos com a intenção de formar futuros agentes públicos. \"Pessoas que queiram ser secretários municipais, prefeitos, vereadores, poderiam ter uma orientação sobre qual seu papel e até onde vão suas atribuições.

Para o presidente da Amures, Luiz Paulo Farias, o Ciclo de Estudos é uma oportunidade de qualificar os técnicos dos municípios e colaborar com os prefeitos. \"Basta ver que nenhum município da Serra Catarinense teve contas desaprovadas pelo Tribunal. Há um grande sinergia entre as gestões e os técnicos do Tribunal\", declarou.

Luiz Paulo acompanhou as orientações do Ciclo por toda manhã e observou que a Amures fez uma grande mobilização de agentes públicos para prestigiar o evento.

Informações AMURES