O Espaço Cultural Malinverni Filho da Câmara de Vereadores ganhou mais cor nesta semana. As colorações preta, amarela, verde, branca, vermelha e azul, que representam a África, dão ideia do que os visitantes podem encontrar na exposição “20 de novembro – negritude lageana”.  A mostra, que iniciou nesta segunda-feira (5) e vai até o dia 20, trata das tradições, costumes, história e religiosidade.

A organização do espaço ficou por conta do grupo Obatalá. A coordenadora, Sonia Maria Pereira, diz que esta é uma oportunidade para conhecer roupas originais usadas pelos moradores de diversas partes da África. As correntes migratórias do continente para o Brasil, que em 300 anos trouxeram cerca de 5 milhões de escravos, também é destaque da exposição.

Outros registros tratam da história da instalação do primeiro Quilombo, em 1570, chamado de Palmares e seu grande líder Zumbi. O Centro Cívico Cruz e Souza, espaço de recreação inaugurado em 1918, trinta anos depois da abolição da escravatura, também é apresentado de forma sucinta aos visitantes.

\"\"\"\" \"\" \"\"

Religiosidade

A figura do Deus da criação, que dá nome ao grupo organizador da exposição e também pode ser chamado de Oxalá, mistura-se aos orixás, ou semideuses, na parte que trata da religiosidade. Santos negros católicos como Santa Bakita, São Benedito, Santo Antônio de Categeró e Nossa Senhora Aparecida completam o ambiente. Sonia chama a atenção para o presépio afro-lageano. “Aqui, a gente traz um pouco da religiosidade com elementos da nossa região serrana e das tradições africanas”, destaca.

Roupas e artesanato

O artesanato está presente na mostra de abayomis. Historicamente, elas eram feitas pelas mulheres com pedaços das saias durante a travessia do navio negreiro. As bonecas serviam de distração para as crianças. As fantasias e algumas bandeiras de escolas de samba lageanas representam o carnaval. Outras peças de roupas traduzem o figurino do grupo de dança Afro Erê.

Cultura

No canto da poesia encontram-se três trabalhos da poetisa Mariana Campos. A obra da escritora Maria Julia Souza de Liz, que fala do resgate da identidade negra no município de Painel, está disponível para conhecimento do público.

Fotografia

Uma grande quantidade de fotos enfocando as profissões conquistadas pelo afro lageano e situações do cotidiano são apresentadas na mostra fotográfica.  

Visitação

A exposição “20 de novembro – Negritude Lageana” está aberta de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. As escolas que quiserem fazer a visita devem agendar seus horários, inclusive pela manhã, com a curadora do espaço Iara Schlischting pelo telefone 3251 5453. O público também é convidado a participar da sessão solene em homenagem ao grupo Obatalá. Esta reunião está marcada par o dia 19, a partir das 19h30min, no plenário Nereu Ramos. Na oportunidade haverá três apresentações artísticas.

 

Informações Taina Borges / Câmara de Vereadores