A pedido do Governo do Estado, um engenheiro civil  (Sr. Luiz Fernando de Figueiredo - parente do governador, por sinal), emitiu um laudo técnico em maio deste ano (que estranhamente  só agora está sendo divulgado) no qual ele faz uma avaliação das atuais condições do prédio do Colégio Estadual Aristiliano Ramos, escola inaugurada em 1936 e interditada pela Defesa Civil de Lages desde o dia 02 de dezembro do ano passado.

Em matéria assinada pelo jornalista Thomas Michel, do CL, desta quinta-feira, a informação é de que tal  estudo técnico recomenda a demolição da referida escola. Segundo a reportagem do CL, \"o  engenheiro explica que as paredes, feitas em alvenaria, estão em bom estado, mas a estrutura de madeira está comprometida. O assoalho está com problemas e o forro está caindo. Algumas tesouras que seguram o telhado estão sem efeito. A interdição do prédio pela Defesa Civil foi respaldada por Luiz. Para ele, havia perigo real de incêndio (por conta da antiga fiação elétrica) além de possibilidade de queda da estrutura de madeira.\"

DÚVIDAS E COMENTÁRIOS DO BLOG: Se o tal relatório foi feito em maio - e efetivamente apontou perigo iminente na estrutura do prédio, por que só agora, mais de cinco meses depois, está sendo divulgado?  Se a estrutura de alvenaria não apresenta problemas (como diz o tal relatório - e há problemas apenas na parte da madeira - assoalho, forro e tesouras - não seria possível refazer apenas essa parte de madeira e  manter o prédio?  Será que trocar só a parte de madeira, telhado e outras reformas, custaria mais caro do que construir um novo prédio? Esse tal de laudo não foi \"encomendado\"  exatamente para dizer o que querem aqueles que desejam ver esse prédio histórico no chão? 

Loreno Siega - Revista Visão