Técnicos da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Planalto Catarinense (AEA), Defesa Civil de Lages e Corpo de Bombeiros estiveram na sexta-feira (01/02) no ginásio Ivo Silveira e no estádio municipal Vidal Ramos Júnior. O motivo da visita foi conhecer a estrutura e encaminhar uma vistoria para saber as reais condições destes dois complexos esportivos. A vistoria foi um pedido do prefeito Elizeu Mattos, encaminhado pela Fundação Municipal de Esportes (FME) e Secretaria do Planejamento (Seplan), considerando que os dois locais apresentam graves problemas estruturais.

Conforme laudo técnico, que poderá ser emitido dentro de no máximo dez dias, haverá a necessidade de interdição ou reforma urgente. De acordo com o superintendente da FME, Armando Mello Júnior, a grande preocupação é com a segurança destes locais, visto que recebem grande quantidade de pessoas. “Queremos apontar novos rumos para alcançarmos a meta, que é reativar o esporte com qualidade na nossa cidade, mas para isso é preciso ter segurança”, afirma.

No estádio, entre os principais problemas está a falta de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. Também se constatou que não há áreas com sombra suficiente em dias de jogos durante à tarde. Os torcedores precisam suportar o sol a pino nas arquibancadas. Também precisam ser melhorados os banheiros e área de acesso da imprensa.

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Ivo Silveira está em piores condições

A vistoria deve ser concluída terça-feira (5). A equipe do Corpo de Bombeiros avaliará a parte preventiva de incêndio e pânico, mas em uma avaliação extraoficial já foi constatado que as saídas de emergência do Ivo Silveira estão totalmente inadequadas, pois não possuem escada em uma saída muito alta. Vários problemas foram encontrados, como vestiários e banheiros inadequados, falta de acessibilidade, a quadra está danificada e não atende às medidas oficiais para jogos de futsal e o telhado precisa ter reparos.

Também foi constatado que os extintores de incêndio estão vencidos e a parte elétrica está totalmente fora das normas. “Será preciso uma avaliação criteriosa para saber se será interditado ou passará por reforma, mas dependendo do que for diagnosticado no laudo técnico, poderá sair mais caro a reforma do que construir um novo ginásio, dentro dos padrões, que poderá ser utilizado até mesmo em campeonatos nacionais”, explica o engenheiro eletricista da AEA, Guiomar Andrade Miranda.

 

Informações Secretaria de Comunicação Prefeitura de Lages