A  Procuradoria-Geral do Município de Lages (Progem) tem um grande objetivo: transformar cerca de 44 mil processos ajuizados para cobrança de débitos  em dinheiro. A lista, como se observa, é extensa, mas destes 44 mil, um grupo pequeno, de apenas 25 devedores, encabeça o grupo, sendo, estes 25, responsáveis por uma dívida de R$ 11 milhões à Prefeitura. “Vamos trabalhar para fazer, desses processos todos, recursos para aplicar na melhoria da qualidade de vida dos lageanos”, disse o procurador-geral, Fabrício Reichert.

Ao avaliar as atividades deste primeiro mês frente à Progem, destacou que até o dia 31 de janeiro foram enviados 154 ofícios para Secretarias Municipais e outros órgãos, pedindo ou fornecendo informações, e emitidos 180 pareceres relativos a servidores públicos, remissão de IPTU, licitações, entre outros. “Nosso trabalho é essencialmente burocrático e jurisdicional”, explica Fabrício. A Progem é um órgão de “meio” da prefeitura, ou seja, todas as pastas necessitam de sua atuação.

Prioridade para a Sinotruk e a Ponte Grande

 No decorrer do mês de janeiro, a Procuradoria-Geral do Município, por determinação do prefeito Elizeu Mattos, deu prioridade na busca de soluções aos problemas que envolviam a instalação da Sinotruk e as obras da avenida Ponte Grande. Conforme relembrou Fabrício Reichert, no dia 24 de janeiro a administração municipal fez o pagamento de R$ 6,8 milhões ao proprietário da área de 1,5 milhão de metros quadrados, localizada no distrito de Índios, sendo, com isso, assinado o contrato de compra e venda do imóvel que servirá para a implantação da unidade fabril da multinacional chinesa Sinotruk. Nesta operação, as atuações do juiz da Fazenda Estadual, Silvio Orssatto, e do presidente da SCPar, Paulo Cesar da Costa (Costinha), foram fundamentais.

Quanto ao projeto do complexo da avenida Ponte Grande, este representa recursos de R$ 56,6 milhões e estavam prestes a serem perdidos por problemas diversos. Este prevê a implantação do sistema de esgoto; construção da avenida Ponte Grande, com duas pistas; desassoreamento do rio – as margens serão transformadas em pistas de caminhada e ciclovias; será implantado um parque linear; e, além disso, a construção de 200 unidades habitacionais para realocação das famílias que residem em áreas de risco às margens do Ponte Grande. O prazo para a execução da obra é de 24 meses, contando a partir da assinatura da Ordem de Serviço, que acontecerá neste mês de fevereiro.

 Assessoria de Comunic. Social da PML - Foto: Nilton Wolff