Atingida por um incêndio em 2012, Estação Comandante Ferraz recebeu comitiva de parlamentares brasileiros.

Brasília-DF - A convite da Marinha do Brasil, uma comitiva de parlamentares brasileiros visitou na última semana, a Estação Antártica Comandante Ferraz, sede das atividades brasileiras na Antártida e onde são desenvolvidas pesquisas do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Em 31 anos de existência, o PROANTAR permitiu que a comunidade científica brasileira participasse das explorações e estudos naquele continente.


Na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012, com 60 pessoas na base, houve um incêndio que afetou 70% de suas instalações. Incidente que também resultou na morte do suboficial Carlos Alberto Figueiredo e do primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos.

Após o incêndio, iniciou-se o trabalho de planejamento para dar continuidade às pesquisas e à retirada dos escombros, além de outras atividades operacionais e logísticas, por um período mínimo de cinco anos. Foi aberta licitação para a instalação de módulos antárticos emergenciais na Ilha George com a finalidade de abrigar pesquisadores brasileiros, até que uma nova unidade antártica seja construída para substituir a Estação Antártica Comandante Ferraz.

Os parlamentares inspecionaram presencialmente os módulos emergenciais fornecidos pela empresa canadense, Weatherhaven Canada Resources.
“Nesse sentido, posso afirmar que houve boa aplicação do dinheiro público, com o investimento de 14 milhões de reais para a instalação do módulo pela empresa contratada. Pude testemunhar, também, que, apesar do incidente, as pesquisas científicas prosseguiram graças ao amplo apoio do Exército e Aeronáutica, e aos esforços dispendidos pela comunidade científica nacional, amparada pela cooperação de outros países, especialmente a Argentina e o Chile”, avaliou a deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC), que integrou a comitiva.

O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da Marinha do Brasil, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente Antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos


Renato Nunes - Assessoria de Comunicação