Não bastasse os demais servidores municipais terem decidido na semana passada - em Assembleia - entrar em greve depois de 10 dias caso a Prefeitura não aceite dar um reajuste de 10% (ou no mínimo a reposição da inflação, de 6,19%), agora são os professores da rede municipal que decidiram, também em Assembleia,   realizada ontem à noite,  entrar em greve caso não tenham o reajuste de 7,97% (concedido neste ano pelo Governo Federal sobre o piso mínimo nacional do Magistério).

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A vereadora Aida Hoffer, inclusive, que na semana passada foi \"gentilmente convidada\" pela equipe da Prefeitura  a voltar para a sala de aulas já que é professora da rede municipal, era uma das principais lideranças com posição firme pelo aumento na  Assembleia de ontem a noite.

Ou seja - os servidores municipais querem 10% - ou no mínimo a inflação (6,19%);

- E os professores querem 7,97% de aumento.

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ELIZEU ESTÁ ENTRE A CRUZ E A ESPADA  

Pressionado de todos os lados, na semana passada o prefeito Elizeu Mattos recorreu ao Tribunal de Contas de SC, através do conselheiro Herneus de Nadal, seu amigo pessoal. E foi informado que o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para Lages não permite qualquer espécie de aumento neste momento.

Ou seja, se não der aumento Elizeu corre o sério risco de um grave desgaste político em início de administração - sem falar na possível greve dos servidores. E se der aumento poderá ser penalizado de outra forma, tendo de responder junto ao TC pela extrapolação do limite prudencial de 54% para a folha de pagamentos.

E QUEM DEU 22% DE AUMENTO NO ANO PASSADO?

Resta saber o que dirá o TC para aqueles que  deram 22,22% de aumento no ano passado aos professores, em pleno ano de eleições, e num limite bem acima do que a Prefeitura poderia pagar. E agora, José?

Com certeza, a Semana Santa não será nem um pouco tranquila para Elizeu Mattos e para seus secretários. Afinal, qual a solução ou receita para sair dessa \"sinuca\"?

Loreno Siega - Revista Visão - Fotos: Zé Rabello