Duas associações de produtores encaminharam ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan),  no dia 10 de maio,  o pedido de registro do “modo de saber fazer do queijo artesanal serrano  de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul” como patrimônio cultural de natureza imaterial do Brasil.

As entidades proponentes são a Associação dos Produtores de Queijo e Derivados do Leite dos Campos de Cima da Serra  (Aprocampos), de Bom Jesus e São José dos Ausentes (RS) e a Associação de Produtores Rurais de Capão Alto (SC). Na reunião de encaminhamento do material participaram produtores e os técnicos das equipes do projeto Queijo Artesanal Serrano de Santa Catarina e Rio Grande do Sul  os gerentes regionais da Pesquisa e da Extensão de Lages e o gerente regional da Emater - RS.

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A solicitação de registro é um documento de aproximadamente 70 páginas, que consta do bem proposto para registro, a identificação dos proponentes, a justificativa do pedido, a descrição sumária do bem, as informações históricas, toda a documentação disponível sobre o queijo artesanal serrano em vídeos, áudios, fotos e  266 referências documentais e bibliográficas, que foram enviadas como anexos. O dossiê completo é composto por mais de 2.500 páginas.

Um importante destaque é a importância da participação dos produtores e da sociedade em geral que através de assinaturas e cartas declararam apoio ao pedido. Seguem fortalecendo o pedido 164 declarações de anuências de instituições públicas e privadas dos dois estados e 1.374 assinaturas de produtores.

O registro não incidirá sobre o produto queijo artesanal serrano  mas sim sobre as práticas culturais e históricas que envolvem um saber fazer bicentenário, que está sendo transmitido de geração em geração.

Eng-agr. Ulisses de Arruda Córdova (ulisses@epagri.sc.gov.br) e extensionista social Andréia de F. de Meira B. F. Schlickmann (andreiameira@epagri.sc.gov.br).