A implantação do programa de Manejo Sustentável da Araucária visa ampliar a renda de famílias moradoras de áreas próximas a florestas e, também, tirar a araucária da lista de espécies ameaçadas de extinção.

A sugestão do manejo sustentável é do vereador Gerson dos Santos, que na sessão deliberativa de segunda-feira (05), encaminhou a moção 180/13, ao secretário Estadual da Agricultura e Pesca, João Rodrigues e ao presidente da Fatma, Gean Loreiro.

“Nós queremos trazer novamente à tona a discussão sobre a extinção da araucária, para que ela volte a ser objeto econômico de pequenos produtores, para que eles possam fazer o manejo sustentável da mesma”, defende o vereador.

No documento, Gerson cita a publicação nos anos de 2012 e 2013, dos resultados obtidos pelo Projeto Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina, realizado pelo governo estadual com objetivo de inventariar os remanescentes florestais do estado e gerar uma base de dados para desenvolver a política florestal para Santa Catarina.

De acordo com o parlamentar, tais dados podem alterar significativamente algumas medidas ambientais altamente restritivas no estado. A relação dos moradores de áreas próximas a florestas e até a própria legislação em relação à araucária, espécie com corte proibido, devem ser revistas.

Depois de mais de 700 entrevistas feitas ao longo de 2010, o que técnicos conseguiram observar é que o número de araucárias, espécie com corte proibido, é muito maior do que se imaginava e, apesar disto, a restrição é mantida.

Ainda segundo relatos dos moradores, para evitar problemas posteriores com a lei, muitos proprietários de terra eliminam as araucárias ainda pequenas, antes de se tornaram árvores. “A ideia é proteger, mas se não houver flexibilização das regras, vai acontecer o contrário”, disse Gerson.

Segundo especialistas, a proibição do corte das araucárias pela legislação ambiental brasileira está ironicamente prejudicando o desenvolvimento da espécie. “Muitos produtores rurais cortam as araucárias quando pequenas, porque acham que não poderão usar a área do entorno se existir uma planta desta espécie”, finaliza o autor da matéria.

Lize Borges - Assess. de Imprensa da Câmara de Lages