Aproximadamente 30 pessoas, em nome do Ponto de Cultura de Afrodescendentes – Povos de Terreiros -  subiram o Morro da Cruz no feriado de 15 de novembro e promoveram a 1ª Lavação das Escadas do Morro Grande. “Este momento celebra também o dia Nacional da Umbanda e os 106 anos de fundação da Umbanda no Brasil. Para nós é um marco”, explica o umbandista Marcio Proença. “A ideia é fazer com que a nossa religião se insira na sociedade e se quebrem mitos em relação à umbanda e ao candomblé”, justifica. “Há uma maneira diferente de cultuar o mesmo Deus – como tem Buda, Brama, Confúcio. Jesus, para nós, é Oxalá, ou seja, a maneira de cultuar é diferente”, defende Proença.

Integrantes de duas casas, Ilê Axé Afro Oxalá Omo – Pai Bokun, e Reino Angolano Xangô e Oxum, seguiram a prática de lavação de escadas de igrejas para a purificação (como acontece na Bahia e em várias partes do país), dirigindo-se ao topo da escada do Morro Grande para o ritual, que contou com a presença também do pai de santo Jorge Belerun, vindo de Porto Alegre (RS) especialmente para o evento.

Ele disse que essa prática parte do princípio que tudo se gera através da água abundante, para trazer claridade para a humanidade. “Pela primeira vez os órgãos públicos de Lages deram apoio para que a liturgia africana tivesse um espaço mais amplo. Estamos tendo agora essa oportunidade. Queremos repetir no próximo ano”, ressalta Belerun.

O evento teve o apoio da Fundação Cultural de Lages e das Secretarias de Turismo e de Meio Ambiente. Em seguida à lavação das escadas, os participantes foram à praça Joca Neves acompanhar apresentações de capoeira do Grupo Planalto e de tambores do Grupo Ogãs Guerreiros do Axé.

 

Assess. de Comunic. Social da PML - Foto: Divulgação