No dia 07 de agosto do ano passado, em evento realizado no Centro Serra, o Governador Colombo concedia incentivos fiscais para que a empresa Sofplan, maior do gênero de TI do Brasil e da América Latina na produção de software para o Judiciário, instalasse em Lages uma pequena unidade (foto acima).

Inicialmente, a empresa geraria apenas 20 empregos na cidade e ficaria sediada temporariamente no Midilages (Micro Distrito de Base Tecnológica), sediado na Uniplac, onde também estão instaladas várias outras empresas incubadas até que se desenvolvam e partam para ter vida própria.  

Na edição desta terça-feira (22/07), o Jornal Correio Lageano traz reportagem na editoria de economia falando desta empresa. Está gerando nove empregos e busca contratar mais dois (e não os 20 anunciados lá em 2013). E o proprietário da mesma, empresário Moacir Antônio Marafon, que só em Florianópolis emprega mais de 1.000 colaboradores e que na época estaria investindo R$ 50 milhões na ampliação da empresa junto ao Sapiens Parque (Norte da Ilha), disse que por enquanto a empresa não pensa em construir ou se transferia para o Orion Parque (como estava previsto inicialmente). "Nossa instalação no Midilages atende muito bem nossa necessidade", disse na reportagem do CL. 

Nada contra a empresa e tampouco contra o seu proprietário. Até porque ter em Lages uma pequena célula da Sofplan é orgulho para os lageanos. Mas tudo contra ocupar um espaço numa incubadora de empresas - como é o caso da Midilages. Afinal, aquele espaço não foi criado para servir como "incubatório de empresas"? Não é para abrigar projetos iniciais de estudantes e de pessoas inovadoras com viabilidade para se tornarem novas empresas?

A Softplan - se fosse o caso - poderia muito bem alugar um espaço próprio na cidade para operar com nove, 11 ou até com 20 colaboradores - não acham? Mesmo que paguem aluguel no Midilages, acredito que o local deveria se prestar apenas para empresas "incubadas", o que não é caso da Softplan. 

Loreno Siega - Revista Visão