Percorremos há alguns dias o trecho de 34 quilômetros da SC-390, que compreende o trevo de acesso a Capão Alto (na BR-116) até a cidade de Campo Belo do Sul, numa extensão de 34 quilômetros.

 

A referida rodovia, extremamente perigosa devido ao seu traçado cheio de curvas (o que aumenta em muito os riscos de acidentes), sem falar no asfalto completamente deteriorado pela ação do tempo e das chuvas, está em obras de revitalização desde julho de 2013 pelas empresas Engeplan (de São José) e CCL (de Lages), num consórcio.

A obra, orçada em pouco mais de R$ 29 milhões, está atrasadíssima eu seu cronograma. O prazo de entrega é junho de 2015. E até agora, em 13 meses de execução,  há apenas em torno de dois dos 34 Km asfaltados (da sede de Campo Belo em direção a Lages – em dois pequenos trechos onde os serviços estão agora concentrados).

No restante do trecho, foram retiradas algumas curvas e implantadas algumas galerias, bueiros e desvios, fazendo o traçado ficar com menos sinuosidade. Mas, além disso, nada de melhorias por enquanto.


O que chama atenção é que o intenso trânsito que circula por ali (principalmente caminhões carregados de toras)  precisa se defrontar, todos os dias, com as centenas de defeitos, buracos e crateras existentes no asfalto, sem contar nas várias dificuldades em função das obras.

 

Perguntamos: quem está fiscalizando o cronograma? A estas alturas das obras, já não devia ter mais do que 2 Km de asfalto prontos? Enquanto as empreiteiras estão no trecho,  não se poderia manter a rodovia antiga em condições mínimas de trafegabilidade, tapando os buracos, por exemplo?

 

Podem crer. Em tempo de eleições aquela rodovia é motivo de voto de protesto para quem por ali trafega, infelizmente.

 

Texto e Fotos: Loreno Siega – Revista Visão