O Brasil é o país que mais consome horas para pagar impostos, no mundo. Para as empresas brasileiras, o ato de calcular, contabilizar e pagar os impostos consome 2.600 horas por ano. Para o contribuinte, todo este custo está refletido no preço final do produto.

É para conscientizar a população sobre a alta carga tributária brasileira que o núcleo de jovens empresários da Associação Empresarial de Lages realiza a cada ano o Feirão do Imposto. O evento surgiu por iniciativa da ACIJ Jovem, de Joinville, e se difundiu por todo o país, tornando-se uma das principais bandeiras do movimento dos jovens empreendedores.

“O imposto é necessário, mas tem que ser reduzido e aplicado melhor em educação, saúde, para que possamos realmente ver o retorno e saber que vale a pena pagar”, afirmou o coordenador do evento em Lages, Eduardo Broering.

Em alguns produtos, o que é pago em impostos representa 58,79% do valor total. É o caso da cerveja. Dos R$ 1,99 que o consumidor paga por uma lata da bebida no supermercado, R$ 1,17 é somente imposto.

Entre os bens de consumo expostos durante o Feirão para exemplificar à população o real valor dos impostos pagos pelo contribuinte, o que continha o menor percentual incidente sobre o custo total era o feijão. Em cada saco de um quilo do alimento, R$ 0,89 do valor total pago, R$ 5,19, é destinado aos impostos, o que representa 17,14%.

Uma das conquistas do Feirão do Imposto foi a criação da Lei 12.741, de 08 de dezembro de 2012, que determina que todos os estabelecimentos destaquem em suas notas e cupons fiscais os impostos que incidem em produtos e serviços. Assim, um dos objetivos deste projeto foi alcançado que é o de tornar mais transparente a carga tributária que os contribuintes pagam.

 

Diane Ziemann – Assess. de Imprensa da ACIL