O centro cirúrgico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), no bairro Tributo, passou por reforma e foi inaugurado na tarde desta segunda-feira (15), em solenidade acompanhada por secretários municipais, vereadores, autoridades militares, servidores públicos e protetoras voluntárias de animais. O prefeito Elizeu Mattos presidiu o ato.

A área compreende 408,98 metros quadrados e foi reformulada com investimentos próprios municipais. Foram realizadas adaptações no espaço, adquiridos equipamentos e recuperados outros. Uma equipe formada por três profissionais (dois veterinários e um auxiliar de enfermagem) fará os procedimentos. Os animais terão atendimento pós-cirurgia numa sala de recuperação.

De acordo com equipes da Secretaria de Saúde e da Gerência de Proteção Animal, esta ligada à Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos, a iniciativa reduzirá a proliferação de animais abandonados nas ruas do município. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que haja um animal para cada sete habitantes, mas em Lages, atualmente, existe um para cada habitante e meio, segundo o secretário de Meio Ambiente, Mushue Hampel.


Aproximadamente 80 mil cachorros perambulam pelas ruas na área central e nos bairros. Em 1989, conforme destaca o prefeito Elizeu Mattos, o problema urbano da necessidade de controle populacional de cães já era debatido na Câmara de Vereadores. “Localizamos uma ata de 25 anos atrás. Este não é um problema que começou recentemente ou nesta administração. É um impasse antigo e estamos tentando amenizá-lo”, relata. Castrações priorizando fêmeas de cães serão realizadas no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), conforme parceria firmada nesta segunda-feira.

 

Meta anual

 

O cálculo previsto é de castração de dez animais por dia; 40 por semana; 120 por mês e 1.920 anualmente. No ano passado, segundo dados do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), foram 95 castrações de machos e fêmeas; em 2014, até agora, 30 de cães errantes, semidomiciliados e domiciliados.

Em 2013 foram realizadas através de convênio entre a Secretaria de Saúde, CAV/Udesc e Centro Universitário Facvest, por intermédio das aulas práticas dos cursos de medicina veterinária. “Houve resistências e entraves burocráticos, mas hoje finalmente o serviço está pronto para ser utilizado. De acordo com o comando da Polícia Militar Ambiental, a situação encontra-se atualmente em status de praga. Esta não será uma medida imediatista, mas permanente”, observa o secretário Mushue Hampel.

Para conscientizar a população sobre a necessidade de cumprir seu papel de não abandonar os animais nas ruas ou em pontos isolados da cidade, a exemplo das ruas e avenidas dos acessos Sul e Norte, e cuidar dos animais sem maus-tratos, o que é caracterizado como crime, palestras são proferidas nas escolas municipais para estudantes do 3º ao 8º ano.

A diretora de Vigilância em Saúde, Rose Cristina Possato Penso, frisa que é necessária a educação em paralelo à castração. “A castração não quer dizer que a população deve mandar seu cão para fora de casa para que seja recolhido e castrado. É preciso mudança de atitude, é um assunto de responsabilidade de todos. Este é um projeto com resultados a longo prazo. O problema não será resolvido da noite para o dia”, salienta a diretora.

Mais de seis mil cadastros 

O Centro de Zoonoses recebe de 30 a 40 telefonemas por dia com reivindicações de recolhimento de cães, segundo o coordenador do CCZ, Bruno Hartmann. “A princípio iremos castrar todos (70 cães) que estão acolhidos no CCZ e depois, os cadastrados, de famílias de baixa renda e alguns errantes. Já existem mais de seis mil cadastros na fila”, afirma. Os interessados pela castração de animais devem telefonar para o número (49) 3224-3142 (Gerência Proteção Animal).


Informações secretaria de Comunicação Prefeitura de Lages