Desde abril está sendo articulada a implantação do Plano de Coleta Seletiva em Lages, com objetivo de tornar-se modelo de política pública de resíduos sólidos, com inclusão social e geração de trabalho para população de baixa renda. Na quarta-feira (1) será realizada uma mobilização social na Câmara de Vereadores, às 19h, com a participação da comunidade. A meta é, até 2015, aumentar em pelo menos 40% a coleta seletiva em Lages.

O evento servirá para a população lageana conhecer o diagnóstico do plano e metas que o município deverá cumprir, além da elaboração de um plano de ações que deverão ser executadas nos próximos 20 anos. “É um momento muito importante e a comunidade deve participar levando suas dúvidas, sugestões e encaminhamentos para que a coleta seletiva se torne mais organizada e efetiva no município”, comenta a bióloga da Secretaria do Meio Ambiente, Michelle Pelozato.

Casos de sucesso de outros municípios e Estados estão sendo conhecidos pela administração municipal, verificando o que poderia ser adequado para a realidade de Lages. A empresa Ampla Consultoria e Planejamento, de Florianópolis, realizou um trabalho ostensivo no município para diagnosticar e analisar as demandas, dificuldades e o que precisa ser melhorado na questão do gerenciamento dos resíduos sólidos e coleta seletiva.

Foi contabilizado o número de catadores informais que atuam no município e conhecido o perfil destas pessoas, que sobrevivem da atividade. Também foi apontada a quantidade de atravessadores que compram o material dos catadores e revendem posteriormente, diminuindo o lucro efetivo dos trabalhadores. “Com cooperativas organizadas melhoraria as condições de trabalho e facilitaria a captação de recursos federais para investir na política de resíduos sólidos”, diz Michelle.

Um levantamento realizado com auxílio das agentes comunitárias de saúde aponta que aproximadamente 250 famílias sobrevivem da coleta e comercialização de lixo reciclável. Um trabalho de conscientização está sendo desencadeado para que essas pessoas sejam cadastradas e engajadas nas cooperativas. Secretarias municipais, como Assistência Social, Saúde, Educação, Habitação e de Desenvolvimento Econômico contribuirão dando assistência às famílias.

Aterro está no limite

O gerente ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Rodrigo Ataíde, explica que, caso continuasse neste ritmo, logo o aterro sanitário estaria operando no limite da sua capacidade. “O espaço foi projetado para durar 20 anos, mas aos oito já precisamos expandir sua capacidade com a implantação de três novas células de armazenamento. A coleta seletiva vai diminuir o lixo orgânico depositado e aumentar a sobrevida do local, além de baixar os custos com o tratamento”, diz. O aterro sanitário recebe em média 96 toneladas de lixo por dia de Lages e municípios da região. São gastos aproximadamente R$ 500 mil mensais com a coleta e a destinação final do lixo, com o tratamento químico do chorume.


Informações secretaria de Comunicação Prefeitura de Lages