Promover o desenvolvimento sustentável através da divulgação de ações que, uma vez que tecnicamente comprovadas, resultem em pontos positivos para a agricultura e para o meio ambiente e sirvam de inspiração na troca de experiências entre nações latino-americanas, africanas, caribenhas e asiáticas. Este é o objetivo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura – FAO – com a plataforma criada na internet – Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável – www.boaspraticas.org.br.

“Com essa plataforma, através de divulgação pela internet, queremos replicar boas experiências levadas adiante por entidades públicas e/ou privadas do Sul do Brasil, incluindo ONGS, Cooperativas e Associações, em agricultura, meio ambiente, desenvolvimento sustentável, uso de energias alternativas e renováveis, entre outras. Às vezes, pequenas e bem sucedidas experiências realizadas aqui no Brasil servirão muito bem para serem implantadas em outros países. E vice versa”, explicou o Oficial Nacional de Programas da FAO, Carlos Antônio Biasi, em visita a Lages na semana passada.

Projetos apresentados

Em encontro com entidades lageanas que levam adiante projetos desta natureza, entre as quais está o Projeto Carbono Social em Rede, levado adiante pelo Centro Vianei de Educação Popular e patrocinado pela Petrobrás, Biasi esteve na Amures na quarta-feira, dia 22 de outubro. “Vamos divulgar esta plataforma das Boas Práticas aqui em Lages. E também conhecer de perto alguns projetos que acreditamos terem potencialidades e requisitos para serem inscritos. Convidamos algumas entidades para nos contar e apresentar seus trabalhos como a Epagri, CAV/Udesc (Programa Lixo Zero), Carbono Social em Rede (plantio de árvores nas propriedades dos agricultores familiares para neutralização de carbono), Apremavi, Klabin (Projeto Matas Legais), Amures (“Nascentes do Futuro”), entre outras”, explicou.

Biasi explicou que não necessariamente todas as experiências conhecidas em Lages e região preencherão os critérios para serem incluídas na referida plataforma da FAO. “É necessário que a entidade proponente avalie os critérios e nos mande uma proposta. Aí haverá uma comissão técnica de avaliação  para decidir se a experiência será incluída ou não. Estando lá, poderá ser divulgada para o mundo. E isso é inclusive um grande aval para a busca de apoios e patrocínios a futuros projetos levados adiante para futuros projetos”, argumentou Carlos Biasi.

Pelos primeiros critérios de análise, o projeto Carbono Social em Rede têm condições de ser inscrito. “Vamos fazer nosso pedido de inscrição e análise oficialmente através do site do programa. E aguardar a análise técnica. Estamos com muita esperança de que nosso projeto possa ser replicado em outras partes do Brasil e do mundo”, falou o agrônomo José Luís Carraro, coordenador geral do projeto.

 

Loreno Siega – Assessoria de Imprensa