Assunto que abordamos aqui no blog na tarde de ontem repercutiu hoje (03/12) no jornal Correio Lageano. Trata-se da "indústria" de atestatos médicos que proliferam na cidade, fruto de alguns médicos inescrupulosos que estariam vendendo atestados a qualquer pessoa em troca de dinheiro. 

Na semana passada, a reportagem local do SBT-SC conseguiu flagrar um médico da cidade que vendeu um atestado ao repórter (que naturalmente não se identificou como tal). O profissional da imprensa fez de conta que era uma pessoa interessada num atestado e o tal do médico vendeu o documento (4 dias de folga) na maior cara de pau  por R$ 80,00. 

A ACIL, segundo o Correio Lageano de hoje, estaria fazendo um levantamento apurado da situação junto a empresas associadas (especialmente indústrias) para levantar o número de atestados/mês, bem como os médicos que mais assinam esse tipo de documento. O presidente da entidade, Luiz Spuldaro, diz inclusive na matéria que o relatório completo será finalizado nesta semana e  repassado para conhecimento público. 

Um advogado da cidade também já estaria movendo uma ação na Justiça com denúncias comprovadas  contra cinco profissionais médicos da cidade que teriam essa prática (esse profissional pediu para não ser identificado publicamente).  

Pergunta-se: o Conselho Regional de Medicina (CRM) não deveria fiscalizar e coibir esse tipo de conduta de seus profissionais? Não caberia uma suspensão temporária ou até mesmo cassação do diploma destes maus profissionais? 

Entenda o caso:

Venda de atestados médicos em Lages sob investigação

Loreno Siega - Revista Visão