Tenho acompanhado nos últimos dias um verdadeiro "bate boca" (escrito, é verdade) entre colegas da imprensa pelo Whatts App sobre a proposta que o Inter de Lages fez à administração de Lages (Prefeitura) de cedência do Estádio Municipal Tio Vida para o clube administrar. 

Pela proposta, o Inter receberia a cedência do estádio da Prefeitura e poderia explorar o seu uso para jogos e treinos (como já faz), incluindo também os espaços de publicidade internos e externos ao estádio. E a Prefeitura continuaria arcando com as despesas de melhorias e manutenção do estádio, incluindo tarifas de energia elétrica, limpeza, pinturas, etc.

A Prefeitura até aceita ceder (desde que seja aprovado pela Câmara de Vereadores). Mas quer que o Inter banque a manutenção da praça esportiva, além do Município (FME) poder utilizar o estádio (que é público) para suas necessidades (jogos de futebol e outros eventos). 

Ou seja, o Inter (administrado por um empresário), só quer o  bônus. E à Prefeitura, e a nós contribuintes, só caberia o ônus. Para assistir a uma simples partida da série D do Brasileirão chegam ao cúmulo de cobrar até R$ 60,00 (inteira, comprada na hora para determinados espaços). Já em Floripa, por exemplo, pode-se assistir aos jogos da Série A por R$ 40,00 (em determinados espaços). 

EU QUERO O JONES MINOSSO PARA MIM

Se o pessoal do Inter "chiar" ou achar ruim essa postagem, eu só proponho uma coisa: EU QUERO O GINÁSIO JONES MINOSSO CEDIDO PELA PREFEITURA PARA MIM. E QUE A PREFEITURA CONTINUE PAGANDO TODAS AS DESPESAS DE MANUTENÇÃO, ENERGIA ELÉTRICA, CONSERTOS, ETC. 

Vocês achariam justo que a Prefeitura cedesse o Jones Minosso nestas condições?

E não me venham dizer que isso não é amar, torcer e gostar do nosso único time profissional, o Inter de Lages, que todos queremos ver brilhando (hoje e sempre).  Assim como muitos lageanos, a gente quer ver o Inter continuar sendo grande, tendo sucesso e indo à frente. Mas sem essa da gente ter de "entregar" o estádio às custas de nossos suados impostos (que poderiam ser melhor utilizados na melhoria das ruas, lixeiras públicas, calçadas, saúde, educação, etc). 

Loreno Siega - Revista Visão