Colega blogueiro Edson Varela - www.edsonvarela.com.br - em matéria que traz por título "LAGES ASSIM MEIO SEM PAI NEM MÃE", se queixa da falta de açõe do Governo do Estado na Princesa da Serra. 

Há algum tempo a gente fez o mesmo questionamento no espaço "Visões do Ozóide", na Revista Visão. 

Vejam o que escreveu o Edson Varela:

 

LAGES ASSIM, MEIO SEM PAI NEM MÃE... 

Qual foi a última obra significativa com repercussão para muitas pessoas executada, acabada e inaugurada em Lages pelo Governo do Estado? Não vale reforma em escola porque obra assim até o falecido Morô se fosse governador executaria sem qualquer dificuldade porque é dinheiro carimbado que só pode ser gasto nisso. Falamos de obra significativa. Tipo aquelas que LHS inaugurava em Joinville quando era governador, mesmo tendo na prefeitura um prefeito adversário. Vamos nos esforçar porque deve ter alguma obra significativa. Pensemos…

ACHAMOS UMA OBRA

Verdade que ela nem foi inaugurada. Mas está sendo usada, logo ‘deve’ estar pronta. É a Avenida das Torres que a liga a BR-282 ao bairro Guarujá. Na parte que passa na frente do Garden Shopping ficou uma beleza. Mas depois da rótula do shopping, uma vergonha. Vereador Padeiro pediu informações sobre a ausência de calçadas. Recebeu como resposta que o projeto original (com recursos do Governo do Estado) tinha calçada. Mas por causa dos poucos recursos, a calçada foi cortada. Como assim, a calçada foi cortada? E de onde poucos recursos? O Estado investe tanto, mas tanto em obra em Lages que faltaram recursos para as calçadas?

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Moradora do Guarujá se deslocando em direção ao shopping precisa usar um canto da via porque calçada não tinha ali…

Torres03

No lugar de calçada, a obra – que tinha projeto – não previu o corte do barranco. E nesse ponto, o pedestre precisa andar no asfalto porque não tem como colocar calçada

GOVERNADOR PARA

CHAMAR DE NOSSO

Inevitável que entra no debate a questão do fato de termos um governador lageano. E, por tabela, a expectativa de que, quando tivéssemos um governador lageano, jorrariam obras e ações pela paróquia. Porém, Lages está numa escassez sem tamanho de obras e ações. Há muito discurso, desculpa e repasse de culpas. Mas obra que é bom, quase nada. Há até argumentos de que a ideia foi não colar ‘nos homens da prefeitura’. Ora bolas, que houvesse uma ‘prefeitura paralela’ fazendo chover ações por aqui, sem que esse isolamento ao Paço acabasse castigando quem menos tem culpa das picuinhas políticas: Lages e sua gente!

CONTAGEM REGRESSIVA

Há uma contagem regressiva para deixarmos de ter um governador lageano. Talvez tenhamos um de Joinville, do Oeste, do Sul do Estado. Considerando o feito até agora, qualquer um fará mais. E não é a crise que gera essa escassez de ação aqui. Antes da crise já se via quase nada. Só discurso e desculpas. A cidade recebe umas ‘disfarçadas’ da prefeitura dentro de seus limites orçamentários e articulatórios. Há erros na prefeitura com um inchamento descomunal da folha e falta de fôlego para investir. E o Estado que poderia aparecer para contrapor a esse marasmo parece que apenas reforça a lerdeza.

O PROBLEMA É…

Não, o problema que deixa Lages nesse isolamento não é político. Porque se fosse político, haveria como buscar alternativas de isolar o Paço e fazer a coisa acontecer. O problema é competência e paixão. E quando faltam as duas coisas dá nisso. O Estado some, a prefeitura fica relativamente ausente e Lages fica meio assim, sem pai e nem mãe. Até quando? Até termos um governador lageano?