Tenho observado que muitos empresários, principalmente pequenos e médios, estão descontentes com o atual posicionamento de suas empresas perante o consumidor, porém, pouco ou muito pouco fazem para mudar tal situação. Talvez por terem uma resposta já programada para o infortúnio empresarial momentâneo, a dita cuja “crise”.

Fato é que, mesmo admitindo que não esteja boa a situação, permanecem com suas estratégias. Alguns alegam que já estão no mercado há tanto tempo que não precisam atrair o consumidor, ele será atraído por conta da tradição... Ledo engano! Ao invés de atrair, o cliente irá trair e se deixará levar pela campanha do seu concorrente. Sim, porque se você nada faz de diferente, o seu concorrente está pensando inúmeras formas de atrair esse cliente, porque pra ele, a afirmação de Seth Godin está corretíssima: “O custo de estar errado é menor que o custo de não fazer nada”.

A verdade é que enquanto alguns empresários “torcem o nariz” para o marketing se valendo da já “batida” desculpa; outros estão investindo e “caindo no gosto popular”, estão se aproximando cada vez mais de um público que consome o que primeiramente vem a sua mente no momento que define a compra. Grande exemplo é o da maior empresa de refrigerantes do mundo, a Coca-Cola Company, mesmo estando muito a frente da segunda colocada, não para de investir em marketing.

O que, de fato, a Coca quer é manter seu relacionamento com o cliente, ela quer ser “ótima” para ele e não simplesmente “boa”, como afirma Jim Collins, consultor empresarial e palestrante americano: “O bom é inimigo do ótimo... A grande maioria das boas empresas permanece apenas nisso: boas, mas não ótimas”.

É desafiador se desvencilhar do pensamento arcaico, da caneta atrás da orelha e da frase “o que era mais, freguês?” e entender que o mercado está cada vez mais suscetível a “abraçar” quem “oferece melhor”. Oferecer, aqui entendido como uma campanha de marketing bem elaborada, que valorize o produto, que o consumidor “possa se ver” nela, que ele possa dessa forma ser também um propagador da mesma.

Para isso é necessário entender que o foco é a “conquista” ou como disse Alan Cohen, empresário do ramo farmacêutico, “Concentre-se no que está buscando, não no que está deixando para trás”. Lembre-se, seu público é valioso demais para ser esquecido, e ele sabe quando a empresa age como um político que só o procura próximo da eleição.

E para aqueles que dizem que vão esperar a “poeira baixar” para então pensarem no marketing, fica a dica de Janet Stuart, educadora católica do início de século XX: “Não espere por circunstâncias ideais, elas nunca chegam”. Fica a dica.