É difícil estabelecer um padrão de sucesso para as empresas ou produtos. Muitos saem desamparados após tentarem várias vezes algum grau de lucratividade. A crise econômica global é insignificante perto de uma péssima gestão de pessoas que assombra uma marca. Alguns desistem antes mesmo de buscarem por novas alternativas.

Quem é viajante no mundo dos negócios, consegue perceber que para alguns é melhor fazer propaganda e para muitos, reclamar faz parte do processo. Recentemente é possível observar uma linha de jovens e empreendedores investindo tempo, e dinheiro, para serem lembrados pelo consumidor final. Em qualquer lugar existem empresas fechando e produtos sendo substituídos por novas embalagens. Na crise que penetra nas estruturas de décadas das empresas familiares, conservadores são levados ao abismo que é a falência.

Os culpados pelo número exagerado de desempregados são tantos, sendo que é difícil dizer que os culpados são apenas os gestores públicos, os que mudam de hábitos ou que toda culpa vem do peso desenfreado do capitalismo globalizado. Vemos crianças determinando o que irão consumir, vemos adultos mudando de marca para experimentarem novos sabores. As particularidades do indivíduo são modificadas pela totalidade agradável proposta pelas inúmeras propagandas, de forma que também em algumas pessoas floresce o poder de influência. Podemos trazer para o grande público tudo de novo, apesar de que alguns artigos tradicionais são fundamentais para agradarem o consumidor final.

A notícia que corre pelos jornais é de um cotidiano líquido, este que faz com que tudo seja desfeito com extrema facilidade. O jovem que envelhecer terá a oportunidade de perceber muitos empresários falidos e produtos sendo substituídos. Infelizmente não existe um remédio mágico para quem adoece ao longo dos anos e deseja uma salvação imediata, ou cura sem cicatrizes. A saída final e inicial para cada empresa está na propaganda, esta que sozinha não leva ao sucesso. A propaganda é parte do empresário que atende com respeito cada ser humano que circula nas dependências de sua empresa.

Escritor Joacir Dal Sotto, autor do livro "Curvas da Verdade".