“Não há menor possibilidade de importação de maçã da China. A questão é principalmente de ordem sanitária, porque há doenças da fruticultura que não temos no Brasil e não podemos permitir que essas pragas atrapalhem nossa atividade produtiva”. A afirmação foi feita pelo ministro da Agricultura Blairo Maggi, ao visitar São Joaquim nesta quarta-feira (10/08).

Acompanhado do governador Raimundo Colombo e por lideranças políticas regionais e estaduais, o ministro passou o dia em São Joaquim a convite da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã – ABPM, cooperativas de produtores e do deputado federal Valdir Colatto. Além de ir num pomar com cobertura contra granizo e outro sem cobertura, o ministro visitou a vinícola Villa Francioni e recebeu também informações sobre a praga do Cancro Europeu, uma doença que já compromete 5% das áreas produtivas.

Sobre o Cancro Europeu, Blairo Maggi advertiu que a praga entrou no país pela importação clandestina de mudas de maçã. Lamentou a falta de fiscalização e adiantou que em novembro será lançado um plano de manejo para combater o Cancro Europeu e buscar uma maneira de controlar e conviver com a praga.

Outra reivindicação dos produtores é uma linha de financiamento para o setor e neste quesito, Blairo Maggi citou o Programa Inova Agro que disponibiliza recursos com juros de 8,5% ao ano e prazo de dez anos para pagamento. “Estamos trabalhando com uma escala móvel de juros. Na medida em que a inflação desce teremos taxa de juro menor. É o que podemos ofertar neste momento”, citou.

Nas instalações da Epagri, onde almoçou com produtores o ministro recebeu uma pauta de reivindicações, foi presenteado com maçãs e vinhos e disse que a região de São Joaquim é privilegiada para este tipo de produção. E que a nova política do Ministério da Agricultura é de ajudar o produtor na medida da capacidade orçamentária do governo.

Oneris Lopes Jornalista (DRT - 4347/SC) - AMURES