Depois de dois anos participando do Programa de Encadeamento Produtivo (PEPC), do Sindicato das Indústrias de Serrarias Carpintarias e Tanoarias de Lages (Sindimadeira), representantes de nove empresas da Serra Catarinense concluíram a terceira etapa que focou na qualificação.

O programa faz parte da área de inovação e tecnologia do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e visa dar suporte as indústrias nas práticas que busquem a otimização dos seus processos produtivos, reduzindo desperdícios e gerando mais lucro e desenvolvimento, bem como propiciando melhor ambiente de trabalho aos colaboradores.

Ao todo, são seis etapas que trabalham desde a adesão das empresas, diagnóstico, qualificação, medição de resultados, certificação e ações de relacionamento, desenvolvidas em todas as anteriores.

Na Serra, o vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Israel Marcon, destaca que no processo de melhoria, todas as empresas desenvolveram atividades dentro dos pilares da Federação como: educação, saúde do trabalhador, fortalecimento do sindicato, tecnologia e segurança. “Quando há o envolvimento de todos, há também possibilidades de crescimento e desenvolvimento. É preciso dar continuidade a todo esse avanço”.

O Presidente do Sindimadeira, José César Feldaus, acrescenta que o programa contribuiu para o desenvolvimento das indústrias do setor madeireiro. “Houveram ganhos e melhorias em todas as empresas. Um aprendizado muito grande. Temos que seguir em frente com programas como esse”.

Resultados 

Com um número significativo de funcionários, a empresa Madepar, que atua há quase 40 anos em Lages, fabrica e exporta portas para diversos países. Antes da capacitação demorava seis dias para concluir o pedido de um cliente dos Estados Unidos, por exemplo. Com as melhorias implantadas, a entrega reduziu para quatro dias.

Assim como na maioria das empresas participantes do Programa, a principal mudança foi no layout. “Mudamos tudo. Literalmente, limpamos a fábrica. Retiramos tudo do lugar e fomos realocando cada máquina nos espaços previstos no novo layout”, conta Homero Anderson Laurindo. 

Por meio do Programa, criamos uma maquete para simular o que deveria ser feito. Ainda faltam alguns ajustes que requerem investimentos. “Ganhamos em produção, organização e limpeza e, ainda, geramos empregos. Isso foi necessário para atendermos a demanda e não perdermos clientes por não ter capacidade produtiva suficiente”.

Na madeireira JJ Tomazzi, no comparativo de fevereiro a junho com o mesmo período em 2015, houve aumento de 32% na produtividade da linha. Já na Blue Forest, fabricante de cercas, balaústres, estacas e madeiras serradas de diversos tamanhos têm cerca de 80% da produção da empresa comprometida à exportação, especialmente para os Estados Unidos. Depois de diagnosticar os problemas, a empresa implantou melhorias e aumentou a produção em 68%. “Otimizamos o espaço e reduzimos a movimentação de funcionários dentro da empresa em 20%”, conta João Carlos Viero, Gerente Administrativo da Empresa.

O próximo passo, explica o consultor da área de inovação e gestão do IEL, Anderson Ramos dos Santos, é avaliar o antes e depois e medir os resultados. Em seguida haverá a certificação das empresas.

 

Catarinas Comunicação