As pequenas indústrias da Serra Catarinense do segmento têxtil passarão por um processo de elevação da competitividade industrial graças ao apoio do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias – Procompi. O anúncio de que a Serra foi contemplada para ser um dos cinco grupos que serão formados em Santa Catarina ocorreu na terça-feira (20), na Associação dos Sindicatos Filiados à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

A atividade será desenvolvida numa parceria entre a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae) e o Sindicato da Indústria Têxtil de Lages (Sinditêxtil). “Há muito tempo queríamos disponibilizar esse programa para o setor têxtil, e agora chegou a hora. Essa é a oportunidade para quebrar paradigmas, aprender e evoluir”, destaca o vice-presidente Regional da Fiesc para a Serra, Israel Marcon.

Dados apontam que o setor do vestuário está em franco desenvolvimento na Serra Catarinense e, por esse motivo, é preciso estar melhor preparado. “Para nós do Sinditêxtil é uma emoção conseguir realizar o Procompi na região. Espero que os empresários aproveitem essa grande oportunidade que vai nos ajudar a desenvolver o setor”.

O Sebrae subsidiará a maior parte do valor do programa, 70%. O coordenador Regional, Altenir Agostini, lembra que a entidade realiza um trabalho voltado à competitividade. “Queremos incentivar setores a gerarem mais renda, e para isso estamos realizando uma série de ações. Entre elas o Procompi, que busca desenvolver o setor e a empresas que fazem parte dele”.

O consultor técnico do Instituto Euvaldo Lodi (Iel), Eder Borba, explica que o programa iniciará em novembro, será executado em dois anos e terá como principal norteador a melhoria da produtividade. “Iniciamos fazendo um diagnóstico da situação inicial da empresa utilizando uma metodologia própria do Iel que avalia oito aspectos de gestão. Por meio de capacitação coletiva e consultorias individuais, vamos auxiliando os empresários”.

O empresário Jhonatan Rodrigues é proprietário da ZL Têxtil, responsável por fabricar todo o vestuário dos jogadores do Internacional de Lages. Ele vê no programa a oportunidade de melhorar desde a cadeia produtiva da empresa até a área de vendas, marketing e gestão. “Eu confio no programa. Acredito que ajudará a estruturar melhor a empresa e dará apoio para me posicionar melhor no mercado”.

Case de sucesso

Na Serra, o Procompi proporcionou o desenvolvimento do setor industrial madeireiro e metalomecânica. Proprietário da Maw, fabricante de máquinas e ferragens e ainda prestadora de serviços, Aldori Wigers participou, há quatro anos, do Procompi. Conta que seguindo as orientações do consultor e com esforço pessoal de toda a equipe, conseguiu atingir bons resultados. “Hoje seguimos sendo orientados por um consultor financeiro de forma particular. Na época, tínhamos seis mil itens de venda. Atualmente, temos cerca de nove mil”.

Uma das ações realizadas na empresa de Aldori foi o descarte de material. “Começamos limpando a casa e retiramos três toneladas de entulho da empresa. E não fez falta, pelo contrário, nos deu maior espaço”.

Como participar

São 25 vagas. O grupo está quase fechado, mas as empresas do setor têxtil que tiverem interesse, podem entrar em contato com o Sebrae pelos telefones (49)3289-1306 / 3289-1300 ou o IEL (49) 3224-9361.

Texto e fotos: Catarinas Comunicação