Na manhã desta sexta-feira (14), dentro da Expolages, cerca de 70 produtores tomaram conhecimento do projeto de Desenvolvimento da Ovinocultura em SC, que envolve  Embrapa, a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO), Senar, Sebrae, Epagri, Cidasc e Sindicatos Rurais. Muitos ficaram empolgados com a possibilidade de crescimento dos rebanhos de maneira profissional e organizada. Foi o segundo encontro envolvendo produtores catarinenses para explanação da ideia. O primeiro foi em Mafra, recentemente.

A proposta é organizar toda a cadeia produtiva desde o criador até o chegar ao consumidor final, com o levantamento das necessidades de cada um visando atingir o sucesso integral. “Hoje temos frigorífico, mas, não temos cordeiros para abate. Precisamos encontrar um meio de produzirmos todo o ano. Pois, o Estado tem um campo de consumo com potencial enorme”, ressaltou Frederico.

O Projeto de Desenvolvimento da Ovinocultura em Santa Catarina vem sendo trabalhado há mais de três anos, e tem passado por várias fazes em função dos altos e baixos da economia nacional. Porém, a partir da iniciativa da Associação Catarinense de Criadores de Ovinos a proposta está ganhando corpo e pode dar início a uma nova fase na criação de cordeiros no Estado.

Atualmente, em território catarinense, o rebanho é de aproximadamente 300 mil cabeças, insuficiente para atender o consumo dos próprios catarinenses. Conforme o presidente da ACCO, Frederico Jaeger Neto, é preciso estabelecer parcerias, levantar os pontos positivos e negativos, e finalmente, fomentar e profissionalizar os produtores a partir das regiões, a exemplo do Planalto Norte, que já está com o projeto bastante avançado.

Segundo ainda o presidente da ACCO, o prazo para alcançar o objetivo vai depender das pessoas de cada região. Pois, os meios e as ferramentas para a implantação do Projeto de Desenvolvimento da Ovinocultura em SC, já existem. O Estado possui o melhor em genética ovina no campo da reprodução. A partir de agora, há necessidade de formar parcerias em busca do fomento, e tecnicamente profissionalizar e capacitar o setor.

Puel Assessoria - Foto: Paulo Chagas