O professor aposentado Ari Martendal, do qual tenho muita estima e admiração, anda “nervosinho” comigo. Andou me deletando de sua rede de amigos no facebook (sem que eu soubesse o motivo). E dias desses veio aqui na Revista Visão pagar sua assinatura, e, ao se deparar comigo abrindo a porta alegre para que adentrasse na casa, sem me dizer uma palavra sequer, e sem me dar qualquer explicação, jogou o dinheiro na minha cara e foi embora como se eu fosse um bandido ou mau caráter.

Que eu me lembre, jamais tratei mal o professor Ari Martendal. Aliás, fiz várias matérias e entrevistas com ele, desde os tempos em que coordenava o programa Lages Sem Fome até há poucos meses atrás, quando foi o principal entrevistado nas primeiras páginas da Revista Visão. E  não vou mudar meu conceito com relação ao nobre professor só porque ele anda “nervosinho” comigo (repito: sem eu saber qual o motivo) e me destratando em seus artigos no Jornal O Momento.

Ceron na capa da Visão 

O último ódio do nobre professor destilado contra a  minha pessoa foi publicado na edição da semana passada do referido jornal. Martendal ficou ofendido porque a Revista Visão publicou o candidato e futuro prefeito de Lages, Antônio Ceron, na capa. Ele disse que eu não tinha esse direito já que sou inimigo do Ceron (quem disse foi o nobre professor, porque de minha parte jamais fui ou serei inimigo do Ceron se ele não me der motivos). Fui sim, professor Martendal, apoiador de outro candidato nas eleições. E várias vezes critiquei as posturas do Ceron, suas propostas e o Governo do Estado por entender que até agora fizeram pouco por Lages. Mas, repito: não tenho nada contra o cidadão Ceron e tampouco contra o cidadão Raimundo Colombo. Aliás, votei no Colombo em 2012 para Governador. 

O professor também disse em seu artigo do Momento que eu o desmereci e desvalorizei porque o coloquei como um dos postulantes ao cargo de futuro Secretário de Comunicação Social da Prefeitura (LEIA AQUI). Eu citei lá no blog da Visão o nome de vários profissionais, todos de grande capacidade e merecimento: Paulo Chagas, Paulo Marques, Edson Varela, Ari Martendal, Keltryn Wendland e Milton Barão. O fato de citar o professor Martendal, que eu ouvi falar de algumas pessoas que poderia vir a ocupar o cargo, o denigre? O ofende? O desmerece enquanto profissional? Eu entendo que não, ao contrário.

Independente de quem fosse o vencedor do pleito nas eleições de Lages, professor Ari, a Revista Visão esperou para fechar a edição de outubro na segunda-feira pós eleições (dia 03/10). E colocaríamos na capa a festa de comemoração de qualquer um dos três que fosse o eleito. Eu sou graduado em Filosofia (igual ao nobre professor Martendal) e em Jornalismo (PUC de Porto Alegre). Exerço a profissão como graduado desde janeiro de 1992 (e nunca fiquei desempregado um dia sequer). Julgo ter experiência, conhecimento e discernimento para saber o que é e o que não é notícia. E para decidir, aqui com meus sócios e companheiros de Visão, o que deve ou não ser colocado na capa.

Papagaio charão de Urupema 

O nobre professor Martendal (a quem, repito, continuarei tendo sempre o devido respeito) chegou a me comparar aos papagaios charões da Urupema, insinuando que a Visão colocou o Ceron na capa vislumbrando possíveis “agrados” ao futuro prefeito e contratos com a Prefeitura.

Se o nobre amigo assim costuma agir e proceder (o que eu não acredito), não tem o direito de achar que todos têm a mesma postura e prática. Colocamos o Ceron na capa porque ele, com toda a dignidade (apesar de eu não ter votado nele) venceu as eleições democraticamente em Lages. E independente de termos ou não a Prefeitura como futura parceira comercial, jamais deixaremos de publicar, divulgar e torcer pela administração do Ceron, assim como fizemos com o atual prefeito, Elizeu Mattos. Jamais deixaremos de torcer e querer o melhor para a cidade. Mas também jamais – independente de termos ou não o apoio comercial da Prefeitura – deixaremos de fazer nossas críticas quando julgarmos procedente (eu fiz isso algumas vezes também contra a administração do Elizeu – é só pesquisar aqui  no blog ou na revista).

Liberdade de imprensa e de opinião 

Professor Martendal, como cidadão e como profissional, eu jamais questionei “as pauladas e cacetadas” que você diz ou escreve no jornal ou na internet, principalmente contra seus inimigos (Elizeu Mattos que o diga). Vivemos num país democrático. E de imprensa livre. E assim como o senhor teve e tem todo o direito de escolher o seu candidato à prefeitura – eu também tenho esse direito. Ou só o nobre professor tem a prerrogativa  de se posicionar em seus artigos e ponderações? E de criticar este ou aquele?

Continuo lhe  achando um cidadão dos mais nobres e respeitáveis, um grande filósofo e comunicador (apesar de não ter a devida formação técnica  para isso), uma pessoa do mais alto nível em termos de conhecimento e inteligência.  Lhe respeito e lhe admiro muito, professor. Apesar disso,  jamais vou me calar contra tolices que anda dizendo ou escrevendo a meu respeito.

Grande abraço.

Loreno Siega – Filósofo e Jornalista Profissional

Diretor de Redação da Revista Visão