Engana-se quem pensa que o biólogo Bruno Hartmann ajuda apenas animais abandonados de rua como cães e gatos. Ele também ajuda animais silvestres em risco, seja no habitat ou até mesmo os que ele possui em sua residência e cuida há anos.

Um exemplo é o Miquim, um sagui de aproximadamente seis meses, que está sob o cuidado de Hartmann há algumas semanas. O biólogo, que tem um viveiro da espécie em sua residência, conseguiu resgatar o pequeno primata, rejeitado pelos pais.

Essa característica é comum no mundo animal, dependendo da espécie. No caso de Miquim, sua mãe o rejeitou pela fraqueza do animal. Isso o impediu de se amamentar e se agarrar às costas da mãe. O habitat natual da espécie é na região Centro-Oeste para cima, no Brasil.

Segundo o biólogo, geralmente, um sagui, junto a mãe, leva de um a três meses para criar autonomia e se virar na natureza.

No caso de Miquim, logo ele poderá ser colocado junto aos outros saguis, pois já será mais autossuficiente. O bichinho é manso, se comparado aos outros de sua espécie, e está crescendo e engordando rapidamente.

Hartmann conta que o sagui estava “dado por morto”, mas conseguiu reanimá-lo e levar para dentro de sua casa, alimentando-o e realizando outros cuidados de saúde com o pequeno. Miquim se alimenta de frutas, pão com leite e outras sementes, mas o que o fortalece são as larvas de tenébrio, pois contêm proteínas, essenciais para o desenvolvimento do primata.

O biólogo conta que esse tipo de situação já ocorreu antes, de precisar cuidar de um sagui. A espécie está há um tempo com ele, após um resgate, como Hartmann tem licença para tê-los, cuida deles desde então.

Mas ressalta que o animal que está na natureza, deve permanecer lá. “Não comprem animais silvestres”, frisa. Ele ainda completa, informando que não pode abrir sua casa a visitação, para evitar estresse dos animais.

Vinicius Prado - Revista Visão