Aos acordes de Barra do Ribeiro, de valsa, vaneirão, música popular brasileira e do clássico Mercedita, foi inaugurada a Fábrica de Gaiteiros em Lages, na noite desta terça-feira (22/11), dia dos 250 anos de fundação do município. O projeto social que forma jovens músicos, assinado pelo gaiteiro Renato Borghetti, funcionará no Centro Cultural Vidal Ramos, o Colégio Rosa.

As inscrições começam a ser recebidas nesta quarta-feira (23/11)  pelo Sesc, entidade que administra o Colégio Rosa. Logo após o show dos pequenos gaiteiros, os coordenadores do projeto começaram a ser procurados por pessoas interessadas em integrar o projeto, que terá 35 vagas gratuitas.

Antes do espetáculo, houve um rápido ato solene para apresentar o projeto e que enalteceu a participação de Borghetti, do deputado Gabriel Ribeiro, do empresário Luciano Silveira e da coordenadora cultural do Sesc, Maria Teresa Picolli, na instalação da Fábrica de Gaiteiros em Lages.

O show, de repertório variado, encantou o público que lotou o espaço externo do Colégio Rosa. Antes, Borghetti fez um bate-papo aberto ao público, mas principalmente formado por músicos, na sala de cinema do Centro Cultural. Na conversa, o gaiteiro falou da formação do seu projeto, explicou que foi uma iniciativa para manter a gaita-ponto e dos desafios que precisou superar para conseguir patrocínio e até matéria prima para construir as gaitas.

A Fábrica de Gaiteiros criou um método de ensino. Borghetti ressaltou que não há um prazo médio para o aprendizado, mas dependendo do talento, em um mês a criança ou adolescente começa a tocar de uma a três músicas. E quem não tem o talento, mas quer aprender a tocar gaita? Ele respondeu que o aprendizado é mais demorado, mas a pessoa vai saber tocar.

Lages é a primeira cidade fora do Rio Grande do Sul a receber o projeto, que existe em outros sete municípios, sendo que em Porto Alegre há duas escolas. Questionado sobre o que esperava do projeto, Borghetti respondeu: “Vou ficar muito feliz se daqui a 50, 70 anos alguém perguntar por que há tanta gente tocando gaita-ponto no Sul do Brasil e a resposta for: é porque um cabeludo maluco, que vivia com o chapéu cravado na cabeça, um dia inventou de ensinar a gurizada a tocar gaita”.

 

Tarcísio Poglia - Assess. de Imprensa do deputado Gabriel Ribeiro