De acordo com informações divulgadas nesta manhã pela Rádio Clube de Lages, apenas dois presos continuam internados devido a queimaduras e/ou ferimentos com balas de borracha devido ao motim que aconteceu ontem, no começo da tarde,  no presídio regional do bairro São Cristóvão. 

O Diretor do presídio, Márcio de Oliveira, disse que o maior problema na hora dos acontecimentos foi aguardar a chegada dos bombeiros para apagar o incêndio. "Não tínhamos como entrar devido ao fogo. E a fumaça tóxica fez com que muitos presos, ao inalar essa fumaça, desmaiassem e passassem mal. Assim que os bombeiros chegaram e apagaram o fogo, entramos e tomamos conta da situação. Foram na verdade cinco presos que causaram toda a confusão. Já foram identificados. Agora haverá transtornos porque houve muitos danos na estrutura como portas e fechaduras quebradas, problemas na rede elétrica e depredação", falou. 

O Juiz Corregedor, Geraldo Corrêa Bastos, que também se fez rapidamente presente na hora dos fatos, disse que os presos solicitaram sua presença. "Eu cheguei rapidamente. E assim que consegui conversar com os presos, eles se acalmaram. E isso ajudou a normalizar a situação. O grande problema que eles alegaram foi a superlotação. Temos 265 presos quando a capacidade é de apenas 80. Mas isso já vem acontecendo há mais de três anos. E não é algo que só esteja acontecendo em Lages. Além do mais, boa parte dos presos daqui cumprem o regime semi-aberto. E uma boa parte trabalha durante o dia. Felizmente, não houve vítimas humanas. Os maiores danos foram na estrutura do presídio", falou. 

Em função do motim - e início de rebelião - que felizmente foi contida pelas forças de segurança, houve muita destruição no prédio. Com isso, até que os  reparos sejam providenciados, um total de mais de 80 presos foram transferidos para outras estruturas em Chapecó, Campos Novos, Caçador, Criciúma e outros. 

Loreno Siega - Revista Visão - Fotos: Jatir Fernandes - Notícia no Ato