Se você tivesse no banco ou no bolso R$ 600 mil, o que faria? 

Se para alguns poucos, esse valor não significa quase nada, para mais de 95% da população é um dinheirão e tanto. Afinal, daria para comprar dois apartamentos de nível médio. Ou um apartamento de luxo (pelo menos para os padrões de Lages). Sem falar que para grande parte das famílias é um dinheiro que não vão conseguir juntar nem ao longo de toda a vida. 

Pois é exatamente esse valor que o Governo do Estado vai ter de pagar por um simples descaso na importação de equipamentos para o novo centro cirúrgico do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. 

Os equipamentos foram importados da Alemanha (luminárias especiais que se utiliza na sala de cirurgias - sobre os pacientes). Chegaram há mais de 60 dias no Porto de Itapoá. E simplesmente porque as pessoas responsáveis da Secretaria de Saúde estavam em férias, foram ficando, ficando e ficando retidas no porto (faltou o pagamento para a liberação). 

A RBS-TV (Jornal do Almoço) noticiou hoje que a conta só com a estocagem no porto já está em R$ 57 mil (diárias da estocagem do material que o porto cobra). E a Secretaria de  Saúde informou que o material chegou no final do ano, período de recesso. E que só por isso não houve providências para a retirada.  

E depois, certas pessoas, vêm direto com aquele discursinho de "boa gestão dos recursos públicos"..... E justo na saúde, cujos gastos extra-orçamento em 2016 ficaram na faixa de R$ 800 milhões (de acordo com o Governador Colombo, dito  em evento recente em Lages). 

E agora, José? Quanto tempo mais esses equipamentos vão ficar "esperando" lá no porto de Itapoá? Quanto tempo mais o tal do centro cirúrgico daquele hospital vai ficar esperando pela instalação dos novos equipamentos?

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Loreno Siega - Revista Visão