Pelo visto, o prefeito Antônio Ceron ainda não está convencido da viabilidade de se implantar no distrito de índios - no "terrenão" que seria destinado à Sinotruk - o projeto do Lages Business Park. 

Há poucos dias, em visita ao Fórum das Entidades Empresariais, pediu opiniões a respeito. E, pelo que disse, não tem os argumentos que gostaria para defender o projeto. 

Alega que os custos públicos para levar energia elétrica e água até o local seriam elevados. E que o projeto prevê instalação de empresas de vários setores - e não apenas indústrias - o que garantiria grande consumo de energia elétrica (viabilizando que a Celesc faça os investimentos necessários). Para levar energia elétrica até a Sinotruk era viável. Mas para um projeto que prevê dezenas de empresas não é viável. Eu queria entender essa lógica.....

Pois a gente sugere humildemente que o Ceron e o Marião façam uma viagem até  Joinville. E que conheçam  in loco o Perini Business Park (Condomínio Empresarial Multissetorial). Daí, quem sabe se convença que o projeto pode dar certo. Com apenas 15 anos de existência, o Perini hoje tem um PIB maior do que a cidade de Criciúma. 

Colega Edson Varela pondera que lá não pode se instalar posto de gasolina, hotel, loja de departamentos, restaurante e empresas comerciais. Mas, eu me pergunto, se tiver no local várias indústrias - e muitos trabalhadores - essas pessoas não vão precisar abastecer seus carros lá próximo? Não vão precisar se alimentar? Não vão precisar de transporte até lá? E se tiver por lá também uma clínica de medicina do trabalho e uma empresa de RH, não estará mais perto para atender aquelas pessoas que lá trabalham? 

Onde há indústria - e grande número de trabalhadores - necessariamente proliferam também empresas de serviços. Exemplo: vá ali perto da  Flex Contact Center, que trabalha com serviços, e veja a grande quantidade de lancherias instaladas nas proximidades. O povo precisa comer. E onde há gente, há dinheiro. 

Loreno Siega - Revista Visão