Até a colega Olivete Salmória tava lá no evento (vejam a carinha dela aí na frestinha entre Elizeu e o outro empresário). 

As denúncias do empresário Joesley Batista (esse da foto acima, à direita), estão colocando fogo em Brasília (e no Brasil). Ele é um dos donos da JBS (José Batista Sobrinho, seu avô, foi fundador do grupo, lá em Goiás, em 1953). Joesley (que viajou autorizado pela Justiça para NY com a família já que estava com medo de algum avião cair, de repente),  esteve em Santa Catarina em maio de 2014 (Florianópolis), onde se encontrou com o Governador Raimundo Colombo, com o então prefeito Elizeu Mattos e com outras autoridades da "República" de Lages. 

Na época, assinou-se protocolo de intenções para que a empresa investisse R$ 48 milhões na ampliação da unidade de Lages (antiga Perdigão).  

Outro membro da família, José Batista Jr. (irmão mais velho de Joesley e Wesley Batissta), esteve duas vezes em Lages (ele é amigo pessoal do empresário Carlos Amaral, do Governador Colombo e do filho dele, Edson- na foto abaixo). O encontro aconteceu no Rancho Rochedo. Na época, a JBS estudava se faria ou não novos investimentos em SC. E também em Lages. 

Ele fez uma explanação lá no Rancho Rochedo. E depois foi a um evento no Parque de Exposições do Conta Dinheiro.  No Rancho Rochedo  ficamos sabendo que tratava-se da maior indústria do mundo de proteína animal (bovinos, suínos, aves e ovinos), com unidades fabris em diversos países do mundo, principalmente no Brasil, EUA e Austrália. 

Batista informava na época que a empresa abatia 100 mil bovinos por dia em todo o mundo. E alguns milhões de aves, suínos e ovinos. Hoje, a empresa tem 270 mil funcionários. E opera no mundo todo, principalmente nos Estados Unidos (onde concentra 80% de suas atividades).  

Segundo o JN desta quinta-feira (18/05), em 2006 a JBS teve um faturamento de R$ 4,1 bilhões. E em 2016, apenas 10 anos depois, passou para um faturamento de R$ 170 bilhões (a "bagatela" de quase R$ 500 milhões por dia). Esse crescimento espantoso e rápido se deu por muito trabalho e ousadia dos empresários. E também, principalmente, pela liberação de empréstimos "camaradas" pelo BNDES (banco público). Os ex-presidentes Lula e Dilma, é inegável, foram os grandes artífices desses "apoios". E essa "promiscuidade" com o poder continua agora, no novo Governo. 

Não é à toa que agora o Presidente Golpista Michel Temer pediu para que o grupo entregasse a "bagatela" de R$ 500 mil por semana, durante 20 anos (daria R$ 500 milhões - ou meio bilhão), ao nojento do Eduardo Cunha, aquele que está em cana lá em Curitiba, para que ficasse com o "bico calado". 

Coisa séria esse país. 

Loreno Siega - Revista Visão