Desde que me conheço por gente, sempre votei em Carmen Zanotto (em todos os cargos políticos que disputou até hoje). E olhem que ela nunca pertenceu ao meu partido.  E, até hoje, confesso que só tive da parte da deputada uma grande decepção: quando ela foi ao microfone, em rede nacional, na votação do impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff (primeira mulher a chegar à Presidência) e disse que votaria pelo impeachment porque queria acabar com a corrupção no país. 

Dilma foi afastada definitivamente da Presidência (insisto em dizer, tiraram uma mulher honesta do cargo para colocar lá um chefe de quadrilha). E deu no que deu. Enxerga-se mais claro do que nunca hoje que o Brasil está sendo comandado por uma quadrilha de bandidos, safados e mafiosos  da pior espécie. E, Carmen Zanotto, que votou SIM pelo impeachment de Dilma, ficará com essa marca  pelo resto da vida: ter contribuído com isso com seu voto. 

Por outro lado, eu reconheço muito pessoas que admitem seus erros, voltam atrás e se corrigem em seus equívocos. E Carmen é uma dessas pessoas. Mesmo estando em partido da base do "quadrilheiro" Temer, votou contra a proposta de Reforma da Trabalhista na Câmara. E disse agora que vai votar SIM pela admissibilidade do processo contra Temer no STF.

Meus parabéns, Carmen Zanotto. Voltar atrás - e pensar mais no Brasil e nos brasileiros mais pobres (e que estão perdendo muito com a atual quadrilha no poder) - é uma atitude digna e que merece aplausos. Isso sem falar no seu grande e incansável trabalho lá no Congresso, participando ativamente de todas as questões e lutando pelos interesses da  Serra Catarinense.

Loreno Siega - Revista Visão