“TODA A AÇÃO TÊM UMA CONSEQUÊNCIA”. SEM DÚVIDA, PROFESSOR.....

Um colégio particular da cidade de Lages virou notícia nacional. Tudo porque sua “iluminada” direção resolveu fazer circular um panfleto entre seus alunos com o que se aprende em casa, o que se aprende na escola. E os assuntos que “não devem ser ensinados, abordados e discutidos” jamais no referido colégio: sexo, ideologia de gênero, ativismo LGBT, comunismo, religião, esquerdismo, entre outros (Capitalismo, "Direitismo",  Neoliberalismo, Carnaval e Futebol, estranhamente, pode).

Em pleno século XXI, em que as pessoas estão mais críticas e informadas do que nunca visto que o acesso às informações nunca foi tão fácil pela internet e celulares, uma aluna do referido colégio, de 15 anos, achou um absurdo aquele panfleto (eu também acharia, com certeza). E resolveu publicar o mesmo nas redes sociais e comentar (fazendo algumas críticas).  

Por sua “ousadia”, a aluna foi procurada em sala de aula e advertida publicamente. Não bastasse isso, ainda recebeu uma advertência por escrito e uma suspensão de dois dias, com o veto à sua matrícula no referido colégio para 2018.

Procurado pelo Diário Catarinense (o assunto mereceu até matéria em nível nacional, no Jornal O Globo), o diretor do referido colégio (que não vamos nem informar quem é já que  à essa altura todos sabem), disse apenas uma frase (está publicada no DC): “Toda ação tem sua consequência”.

Fazendo juz à frase dita pelo sujeito (diretor do Colégio), a gente concorda. Só que ele  também deve lembrar que as ações dele, e do seu colégio, também têm suas “consequências”. Portanto, não fique com “raivinha”, não busque retaliações (como é acostumado a fazer) e nem venha falar mal da gente pelas costas...

Um pai de um aluno daquele colégio, indignado, nos escrevia  hoje pelo whatssapp (ele naturalmente não quer ser identificado devido às famosas “retaliações” que seu filho pode sofrer naquele “democrático” colégio).

“É inadmissível que em pleno século XXI tenhamos assuntos  tabu em uma instituição de ensino. Sou absolutamente contra esse tipo de proibição absurda”, falou. “Respeito se aprende em casa, com certeza. E muitas outras coisas. Mas na escola deve-se sim discutir, aprofundar e debater esses assuntos. De preferência, que isso seja feito com professores preparados e abertos ao diálogo, às opiniões contrárias e aos vários pontos de vista sobre um mesmo assunto. Deve-se ensinar Marx, Gramsci, Weber. Mas também Kotler e Scruton, entre outros”, explicou esse pai. “Mais tarde, que cada um siga a ideologia que achar melhor. Mas a escola  deve sim permitir um amplo debate sobre todos os assuntos. Do contrário, onde as crianças, adolescentes e jovens vão fazer isso? Na igreja?”, questionou esse pai.

E já que este famoso “diretor” teve a ousadia de proibir certos assuntos em seu colégio – e dizer que respeito e um monte de coisas a gente traz de casa, lembramos: - Assinar e cumprir contratos também se aprende em casa; pagar as contas em dia (e não reclamar), também se aprende em casa; não mentir, idem; ser menos arrogante e contar menos vantagens, idem. E por aí afora.  Realmente, “TODA AÇÃO TEM UMA CONSEQUÊNCIA”, digníssimo professor.

Loreno Siega – Revista Visão