Curiosos, os alunos do 3º ano do ensino fundamental da Escola Municipal de Educação Básica Izidoro Marin, no bairro Caroba, mergulham os olhos na caixa do teatro lambe-lambe e atentos assistem a uma pequena mostra adaptada da fabula de Monteiro Lobato, O velho, o menino e a mulinha.

  

Depois de assistir a peça de teatro feita com pequenos bonecos e dentro de uma caixa, as crianças colocaram a mão na massa para criarem seus personagens com palitos, fios de metal e massa cerâmica.

 

O cenário ainda não estava pronto, mas a vontade de experimentar fez os alunos soltarem a imaginação e criarem suas próprias estórias de teatro lambe-lambe. “Adorei. Nunca tinha visto teatro assim. Agora, vou levar meu boneco para casa e pedir para a minha mãe ajudar a pintar”, conta Isabela Oto da Silva, de oito anos.

 

Tudo foi um exercício criativo. Para o articulador cultural Adilson de Oliveira Freitas, existe uma relação poética entre caixa e espectador. “A atividade desperta a curiosidade, estimula o potencial criativo da criança que expressa suas vivências por meio do boneco e das estórias criadas por ela”.

 

O encantamento com a arte reflete diretamente no aprendizado dos pequenos. “Eles adoram o lúdico. É uma forma divertida de trabalhar o conteúdo, o que facilita a aprendizagem”, conta a professora Sônia Maria Corrêa Herzer.

 

Antes do teatro, as crianças tiveram outras experienciais culturais como música, dança, contação de estórias e as visitas dos mestres que contaram suas experiências de vida e da dupla Grillo e Testa. “Esta fase é a materialização das vivencias que eles tiveram durante o período que o projeto foi desenvolvido”, destaca o articulador cultural Gilson Máximo.

 

Vivências criativas de tradição oral na escola

 

A atividade é uma das intervenções culturais feitas pela Matakiterani Associação Cultural, única a trabalhar com o teatro lambe-lambe em Lages, e faz parte do projeto “Vivências criativas de tradição oral na escola”, habilitado pelo Edital de Chamamento Público de Projetos Culturais de 2016, da Fundação Catarinense de Cultura.

A proposta do projeto é trabalhar com os alunos do primeiro ao quinto ano, mas, desde agosto, todos os 600 estudantes da instituição recebem um atividade interativa feita pela Matakiterani Associação Cultural.

 

Texto e fotos: Catarinas Comunicação