O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab) é uma plataforma mercadológica para o reposicionamento e a qualificação do artesanato brasileiro, transformando-o em objeto de desejo e consumo e, consequentemente, aumentando seu valor de mercado. De 23 de fevereiro a 12 de maio acontecerá, no Crab Rio de Janeiro, a exposição “Entre Contrastes da Indústria ao Artesanato Catarinense”, e Lages e a região serrana serão representadas pela Associação de Artesanato Tramatusa, em que serão expostos os trabalhos em fita tusa, compreendendo bala cupim, despraiado, gamela, cachepot, serviço americano, porta-travessa, ninho, prato e veste-vaso.

A Tramatusa foi formalizada como associação em 2010, mas desde 2006 reúne artistas do artesanato, com o objetivo da construção social através da produção da arte conceitual e está sediada no Centro de Educação Ambiental Ida Schmidt, resultado da parceria com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente.

Segundo a porta-voz e gestora da loja Armazém das Artes, na Rua Nereu Ramos, Maria Manfroi, a Associação das Micro e Pequenas Empresas (Ampe) percebeu a necessidade da criação de núcleos setoriais e assim surgiu a Tramatusa. “A partir daí a Associação vem participando de feiras populares, Mostra Casa Cor, eventos do Sebrae, oficinas e outros eventos”, relata.

A presidente da Associação, Edi Marcon, explica que o objetivo da Tramatusa é a utilização de resíduos em peças decorativas. “Utilizamos os resíduos sólidos que são dispensados pela empresa Klabin e assim produzimos todo o material decorativo. O material utilizado é chamado de fita tusa”, informa.

Este artesanato classificado como conceitual passou por um processo de consultoria fornecida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) às integrantes da Tramatusa - são vinte artesãs atualmente. “No processo de consultoria o Sebrae criou as peças e nos orientou em questões de gestão administrativa da Associação. Nossas associadas contribuem com um valor mensal simbólico, e cada venda das suas produções retorna à própria artesã”, completa Edi.

Maria Manfroi diz que a oportunidade de apresentar os trabalhos em um evento de tamanha proporção e no Rio de Janeiro evidencia não só a Tramatusa. “Nessa exposição teremos mais uma vez um espaço de valorizar a produção artística das lageanas, e representar nossa cidade e, região como um todo.”

Contato Tramatusa: Edi Marcon - 99985-0314

 

Fotos: Fabrício Furtado - Texto: Ascom/PML