Um casal de aposentados do bairro Copacabana (o senhor tem 65 anos e a esposa tem 57 - eles não querem ser identificados publicamente) foram vítimas de dois meliantes na manhã desta terça-feira (06/03). 

Por volta das 10 horas da manhã, na CEF que fica em frente à Unifacvest, os dois foram para sacar os valores de suas respectivas aposentadorias. 

Enquanto lá estavam, foram abordados por dois elementos que estavam nas imediações. Um primeiro elemento abordou o homem, fingindo pedir ajuda para efetuar um depósito em determinado guichê. E o outro abordou a mulher (que estava fazendo a operação em outro guichê). 

O meliante que falou com a mulher mostrou a ela um papel dizendo que ela precisaria mudar a senha de sua conta. Inadvertidamente, ela foi lá e trocou a senha. Nisso, o meliante trocou o cartão da mulher por outro (de uma pessoa do Paraná). Resultado: o meliante viu a mulher trocando a senha (e deve ter anotado mentalmente o número). E ficou com o cartão da vítima. 

O casal saiu da agência e foi em direção ao centro. Numa lotérica, a mulher notou que seu cartão da CEF havia sido trocado.  Foram verificar as contas na CEF. E viram que havia sido efetuado um  saque de R$ 1.000,00 em dinheiro na conta  da mulher, além de uma operação CDC (empréstimo) no valor de mais R$ 7.000,00. 

Desolados, os dois procuraram o pessoal da CEF para relatar o ocorrido e pedir para que aquelas operações fossem canceladas. Não lograram êxito. O pessoal da CEF relatou aos dois que não tinham responsabilidade pelo que eles próprios haviam feito (deixar-se enrolar e enganar por gente desconhecida). E que o banco não poderia fazer nada, infelizmente. 

O casal foi registrar Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil. Mas, como os dois aposentados não foram capazes de dar muitos detalhes sobre os dois larápios, provavelmente a Polícia nada poderá fazer. 

Infelizmente, mais dois aposentados vítimas dos larápios e vagabundos enganadores. 

Aliás, volta e meia tem idosos caindo no golpe do bilhete. Desta vez, não foi nesse tipo de golpe. E todo cuidado é pouco na hora de mexer com dinheiro e com senhas nos bancos. 

Loreno Siega - Revista Visão