Escolher uma roupa, passar um batom mais escuro, cursar a faculdade, seguir uma carreira profissional, estar solteira, casar, ser mãe, entre tantas outras decisões simples ou complexas, cabem somente a própria mulher. Porém, historicamente, durante séculos, para tomar estas atitudes, milhões de pessoas da sociedade franziam a testa e interferiam nas opções do público feminino. Os tempos mudaram e mais um Dia Internacional da Mulher chegou. Em Lages, o 8 de março, na quinta-feira, foi  celebrado ao longo do dia com uma sequência de eventos. “São ações nobres do Poder Público e de parcerias, à população. E na linha da segurança, a Polícia Militar ramifica ações sociais. As mulheres são vítimas do comportamento inadequado da própria sociedade. É dia de comemorar as conquistas e discutir direitos”, analisa o prefeito Antonio Ceron.

Logo cedo, com saída da Secretaria de Política para a Mulher e Assuntos Comunitários, foi realizada uma caminhada até o Calçadão da Praça João Costa, chamando a atenção para os índices de violência, feminicídio, desrespeito, e os direitos à igualdade de gênero, no ambiente de trabalho e na sociedade como um todo. Faixas, apitos, músicas e palavras de ordem em camisetas e nas bocas de quem luta. “O principal neste dia é a reflexão, é dar coragem às mulheres, que elas se amem. Primeiro se deve ter autoestima, se querer bem, aí não há dificuldade em ser amado pelos outros. A ameaça deve ser comunicada aos órgãos competentes. Todos devem viver uma vida digna a que têm direito”, justifica a secretária Marli Nacif.  

Serviços de saúde, com aferição de pressão arterial e glicose, com suporte da Secretaria da Saúde; entrega de brindes; dicas de maquiagem; dicas do Sest/Senat, distribuição de fôlderes; e uma feira regional de artesanato e hortifrutigranjeiro da economia solidária estão disponíveis no Calçadão. Jogadoras do Leoas da Serra visitaram o Centro e posaram para fotos.

Promovida por órgãos correlatos a esta bandeira, a exemplo do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), da Secretaria da Mulher e do Grupo Gênero, Educação e Cidadania na América Latina (Gecal/Uniplac), esta quinta será de programação especial totalmente dedicada a “elas”:

Das 10h30 às 17h - atividades com os temas de prevenção e combate à violência, feminismo, feminismo negro, LGBT, transgênero, ciclos da violência contra a mulher, cultura e arte;

Meio-dia - almoço solidário (piquenique) na Praça João Ribeiro (Praça da Catedral);

13h30min - Continuidade das discussões, com o tema Previdência Social e a Mulher Brasileira, seguido pela tribuna livre “Cultura e resistência da mulher indígena”, com a presença de importante liderança indígena do Morro dos Cavalos (Palhoça) e rodas de conversas;

17h - Encerramento das atividades no Calçadão da Praça João Costa;

19h - IV Seminário Regional de Educação, Gênero e Sexualidade, promovido Gecal, no CCJ da Uniplac, com o tema “Democracia para quem? A participação da Mulher na Política”, com participação da deputada estadual Luciane Carminatti. Será lançado no evento o Observatório de Violências de Gênero. A entrada é gratuita. Realização do Gecal, curso de Serviço Social, Residência Multiprofissional e Uniplac, e

20h - Happy Hour no Lages Garden Shopping.    

Antes, até a quarta, o Centro de Estudos e Assistência à Saúde da Mulher (Ceasm) ofereceu rodas de conversas. Na quarta, no cinema do Sesc, foram exibidos filmes com temáticas de interesse das mulheres. Na Alesc, em Florianópolis, houve o Seminário Regional pelo Fim da Violência Doméstica contra a Mulher.

Fotos: Toninho Vieira e Ary Barbosa  - Texto: Ascom/PML