O Conselho Municipal de Saúde de Lages (CMSL) aprovou, por unanimidade, na quarta-feira (14 de março), o relatório anual de prestação de contas do Fundo Municipal de Saúde referente ao ano de 2017. A reunião extraordinária aconteceu no auditório da Secretaria de Saúde.

De acordo com o balanço apresentado, a receita total arrecadada na área da Saúde em Lages foi de R$ 131 milhões, que é a soma dos recursos oriundos da União, Estado e Município. Destaque-se que, embora a legislação federal determine que o Município deva destinar 15% do orçamento total para o setor da Saúde, no ano passado o repasse foi de 21%, mais de R$ 49 milhões.

A soma total das despesas com serviços, materiais, medicamentos, fornecedores e folha de pagamento somou R$ 125 milhões. Também foram quitados outros R$ 8,5 milhões de restos a pagar referente a 2016. Com as contas em dia, o demonstrativo financeiro apontou ainda que o Fundo Municipal de Saúde dispõe de um saldo bancário de R$ 10 milhões para o pagamento dos empenhos já contratados em 2018. “Avalio que isso é resultado de uma gestão eficiente. Os balanços quadrimestrais já demonstravam isso. Que os recursos estão sendo gastos no que é realmente necessário”, avalia o conselheiro da Comissão de Finanças do CMSL, Wilson Urbano.

O balanço aponta que em 2017 foram investidos mais de R$ 4 milhões para a realização de exames em laboratórios, e cerca R$ 582 mil para exames especiais. No Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), que atende casos de urgência e emergência de alta complexidade, além de consultas, procedimentos cirúrgicos nas áreas de ortopedia, neurologia, cardiologia e leitos de UTI, foram investidos R$ 24,7 milhões. No Hospital Infantil, que atende os casos de urgência e emergência, através do Pronto-Atendimento Médico, ambulatório, cirurgias e leitos de UTI, o Município investiu R$ 9,3 milhões.

Depois da exposição dos números e antes da aprovação, os conselheiros debateram algumas questões, como o grande número de pessoas que faltam nas consultas com especialistas, e também sobre aquelas que não retiram os exames. “Esse é um grande problema. As pessoas precisam se conscientizar que isso é dinheiro público desperdiçado. Tem muita gente aguardando por uma consulta com especialistas, enquanto outros não aparecem no dia marcado. O mesmo acontece com os exames que nunca são retirados”, ressaltou a secretária de Saúde, Odila Waldrich. O balanço geral do Fundo Municipal da Saúde segue agora para o Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE) e para o Tribunal de Contas da União (TCU).

 

Fotos: Cássia Shelen - Texto: Ascom/PML