O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, elaborado por equipe técnica da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente em parceria com a Associação de Proteção do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), foi apresentado ao prefeito Antonio Ceron, na manhã desta quinta-feira (22 de março).

Na ocasião, os técnicos que elaboraram este importante documento, o qual tem como diretrizes básicas as normas e legislação ambiental em vigor, fizeram explanação geral do trabalho realizado e defenderam a necessidade da aprovação do plano. “Quem aprova é o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), e isto já deverá ocorrer na primeira reunião do mês de abril, em Lages”, disse a presidente da Apremavi, Miriam Prochnow.

O prefeito parabenizou a equipe pelo trabalho e solicitou avaliação técnica adicional em relação, por exemplo, aos futuros licenciamentos ambientais que terão a competência do município. “Sabemos que o plano é importante e foi elaborado dentro das normas e leis ambientais, daí a necessidade de uma consciência municipal diante do documento a ser aprovado”, destacou Ceron.

“Este plano gerou três mapas, elaborados na escala 1 por 50.000, que permite uma boa visualização do território pesquisado. Portanto, o plano pode ser considerado uma fotografia ambiental atual, que deve ser aprimorada ao longo do tempo”, disse o conselheiro da Apremavi, Wigold Schäffer.

Os mapas mostram Áreas Prioritárias para Conservação e Recuperação da Vegetação Nativa do Município de Lages, o conjunto Remanescente de Vegetação Nativa, além de resumo (tópicos) do Plano de Conservação e Recuperação Ambiental da Mata Atlântica.

Aprovado o plano, já na primeira semana de abril, Lages será o segundo município de Santa Catarina a cumprir com determinação legal do Ministério Público. “Pode-se afirmar que 66% do território municipal de Lages é coberto por vegetação nativa, sendo que a média do Estado de Santa Catarina, é de 40%. Lages está bem acima da média nacional, quando se fala em conservação da Mata Atlântica”, afirma Schäffer.

Outro importante dado técnico revelado pelos ambientalistas é o seguinte: “de um total de 42 mil hectares de terras, onde a silvicultura predomina, 15% é de floresta ou campo nativo”.

“Os municípios que tiverem o plano ambiental aprovado, terão prioridade na captação de recursos e para firmarem convênios com órgãos ambientais dos governos estadual e federal, especialmente. Importante destacar que a Klabin patrocinou toda a despesa da elaboração deste plano”, falou o secretário municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Euclides Mecabô (Tchá-Tchá).

Também acompanharam a reunião técnico-ambiental, o vice-prefeito Juliano Polese; a bióloga da Klabin, Mirili Pitz Floriani; a gerente de Meio Ambiente, Michele Pelozatto; a engenheira ambiental, Jéssica Quinato, além de assessores técnicos da Apremavi.

 

Fotos: Greik Pacheco - Texto: Ascom/PML