A Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo e a poliomielite encerrou em Lages com objetivo cumprido. O município atingiu a meta de 95% de cobertura vacinal, o equivalente a 8.308 de doses contra pólio (paralisia infantil) e outras 8.730 doses da vacina SCR (sarampo, caxumba e rubéola). Ao todo 8.296 crianças, entre um ano e menores de cinco (quatro anos, 11 meses e 29 dias) foram imunizadas.

A Campanha teve início no dia 6 de agosto e terminaria no dia 31, mas diante da baixa cobertura em alguns municípios, o Ministério da Saúde (MS) estabeleceu um segundo Dia D. No sábado, (1º de setembro), terceiro Dia D, foram imunizadas 150 crianças em Lages, na Central de Vacinação, que ficou aberta das 8h às 17h.

Para a secretária de Saúde, Odila Waldrich, o trabalho e o esforço das equipes de vacinação do Município foram fundamentais para se atingir a meta. “Agradeço o empenho de todos. Esse é o compromisso que temos com o Sistema Único de Saúde (SUS), com a população e, principalmente, com as nossas crianças”, ressalta Odila.

Ela também destaca a mobilização e a parceria dos voluntários dos Rotary Clubs de Lages. A entidade, que atua mundialmente na prevenção, conscientização e na arrecadação de recursos para pesquisas e fabricação de vacinas, através do projeto End Polio Now, além de auxiliar o Município nas ações, fez a doação de um mascote para promoção da campanha.

De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica, Sumaya Pucci, com o encerramento da Campanha, as doses extras não serão mais disponibilizadas, porém, os pais não devem deixar de atualizar a caderneta de vacinação. Até o momento, Santa Catarina está entre os sete Estados que já alcançaram o mínimo de 95% de vacinação, juntamente a Amapá, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão.  Nos municípios com índices que ainda não atingiram a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, a Campanha será prorrogada até dia 14 de setembro.

Casos no Brasil

Desde fevereiro, o país já registra 1.553 casos de sarampo, com sete mortes. Outros 6.975 casos permanecem em investigação. Já a poliomielite preocupa diante da queda nas coberturas vacinais, o que aumenta o risco de retorno da doença caso haja nova reintrodução do vírus no país e contato com não vacinados.

 

Foto: Cássia Shelen - Texto: Ascom/PML