Pelo menos 500 pessoas participaram na tarde deste sábado (29/09) de um ato de protesto contra o presidenciável Jair Bolsonaro em Lages. 

No movimento que se organizou pelas redes sociais - denominado Mulheres de Lages contra Bolsonaro - liderado por não mais que meia dúzia de pessoas (de ambos os sexos, principalmente jovens)  o encontro vinha sendo articulado há dias pelas redes sociais. 

A ideia inicial - inclusive com autorização formal obtida junto à Prefeitura e a Polícia Militar - seria iniciar a concentração às 14 horas na praça do terminal urbano. 

Daquele local, o grupo seguiria pela Rua Nereu Ramos em passeata pacífica  até a Catedral, onde as pessoas, de todos os partidos contrários a Bolsonaro, poderiam se manifestar. 

Mas, outro grupo que fazia protestos a favor de Bolsonaro no calçadão, não permitiu que o grupo seguisse pela Rua Coronel Córdova.

Quando as mulheres, acompanhadas de muitos homens, jovens e crianças, estavam subindo, o grupo contrário saiu da Praça Central (Calçadão) e pôs-se no meio da rua (de forma intimidatória). E não permitiu que ninguém seguisse por ali, permanecendo com a rua trancada por mais de 40 minutos. 

A Polícia Militar, prevendo um confronto com consequências imprevisíveis, resolveu conter o grupo que subia. E também o outro grupo que estava no meio da rua para que não fosse de encontro a quem queria seguir pacificamente até a Catedral.

Apesar da licença e autorização para que a passeata pacífica das mulheres pudesse ir até a praça da catedral, os manifestantes pro-Bolsonaro mostraram-se  anti-democráticos e intransigentes ao não permitir que o outro grupo seguisse pacificamente até a Catedral.  

A organização das mulheres e do grupo #ELENÃO resolveu então seguir por outro caminho até o Parque Jonas Ramos, Tanque. A PM concordou e fez a segurança. 

Pelo caminho, cantorias e frases de protesto, a música nacional do movimento (que hoje levou multidões nas principais cidades do país), muita alegria e cidadania.

Tanto que cada integrante do protesto recebeu logo no início da passeata as orientações para não provocar ninguém, além de UMA ROSA BRANCA (símbolo de paz). 

No Tanque, o grupo contornou todas as margens do  lago. E de mãos dadas, continuaram cantando, protestando e mostrando sua contrariedade ao candidato a Presidente que muitos e muitas  consideram machista, homofóbico, misógino e racista.

As mulheres e as pessoas que se reuniram neste ato nacional não aceitam que um homem com essas características possa vir a  ocupar o mais alto cargo político da Nação, desrespeitando as minorias e principalmente as mulheres. 

No final, o grupo se reuniu para uma foto coletiva no Tanque e para algumas falas finais. Já eram mais de 5 da tarde quando tudo terminou. E, felizmente, nada de anormal se registrou. 

Agradecimentos especiais à Polícia Militar, que evitou o confronto dos dois grupos. E que deu segurança para que o ato pudesse acontecer sem nenhum incidente. 

Texto e fotos: Loreno Siega - Revista Visão