Com turmas lotadas e uma lista de espera com mais de 100 pessoas, a Academia de Saúde, no bairro Guarujá, se tornou uma grande aliada para quem busca qualidade de vida. As atividades no local foram retomadas em dezembro de 2017, após a estrutura que estava desativada, ser totalmente revitalizada. O programa Academia da Saúde complementa o cuidado integral e fortalece as ações de promoção da saúde em articulação com outros programas e ações da Atenção Básica, como a Estratégia da Saúde da Família, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família e a Vigilância em Saúde. “Além da melhora da qualidade de vida e estímulo à prática esportiva, a Academia da Saúde possibilita a interação e integração de pessoas de diferentes idades e perfis” destaca a secretária Odila Waldrich. Além do Guarujá, a comunidade também conta com uma Academia da Saúde no bairro Santa Mônica

O espaço, dotado de infraestrutura e equipamentos, fica ao lado da Unidade de Saúde do bairro, e oferece atividades de prática corporal e treinamento funcional adaptado. Todos os exercícios são orientados por educadores físicos da Secretaria da Saúde e adaptados de acordo com as características das 12 turmas formadas. São cerca de 120 alunos, na maioria mulheres, com idade entre 13 e 76 anos. “Nós trabalhamos os movimentos do corpo para o objetivo de promover a prevenção e promoção da saúde”, explica a educadora física Conceição Martins Werner, que integra a equipe do Núcleo Ampliado de Saúde da Família 1 (NASF).

“Através da dança, dos alongamentos e dos exercícios queremos contribuir para as demais atividades do dia a dia. Que elas tragam fortalecimento muscular e mais flexibilidade para tarefas simples, como se abaixar ou esticar o braço para pegar algo”, exemplifica Flávio Rosa Liz, que além de educador físico, também coordena a Academia. Ele explica ainda que as turmas com idade acima de 55 anos são acompanhadas pelos estagiários de medicina da UBS, sob orientação da equipe médica. Para praticar as atividades, o aluno precisa apresentar um atestado de saúde e realizar uma avaliação física. 

Desde o mês de fevereiro deste ano, a aposentada Marli Alves Wolff, de 57 anos, se desloca de sua residência, no bairro da Penha, até a Academia três vezes por semana. Um esforço, que segunda ela, transformou não a apenas a sua rotina, mas contribuiu para a melhora da qualidade de vida. “Quando eu comecei, estava inchada que não conseguia calçar os tênis. Tinha muitas dores nas pernas e não conseguia subir escadas. Hoje estou ‘sassarica’ no meio da meninada. Não consigo fazer tudo na mesma velocidade, mas não deixo de fazer nenhum exercício”, comemora Marli. Já a aposentada Edi Schilichting Vieira, de 64 anos, moradora do bairro Guarujá, comenta que em função do desgaste nos ombros e nos joelhos não conseguia nem mesmo levantar os braços para realizar algum movimento. Há sete meses praticando as atividades ela relata que além da melhora, deixou de tomar os remédios para dor.

Fotos Keltryn Wendland - Texto: Ascom/PML