Os últimos detalhes dos projetos de três cursos técnicos do Senai de Lages estão sendo vistos pelos alunos nesta semana. Eles integram o público de 2 mil estudantes e 150 professores de 35 unidades de Santa Catarina participantes da terceira edição do Senai Challenge. Um carro compacto e robôs que lutam sumô, correm e superam obstáculos, além de um braço robótico e manipulador para o jogo hockey air, serão levados para o evento em Joinville. A competição está marcada para os dias 9 e 10 de novembro.

No Senai Challenge os alunos vivenciam situações reais da indústria conforme o projeto de cada curso. No técnico em Manutenção Automotiva a ideia é desenvolver um carro compacto com um kit padrão composto por um chassi e motor a combustão. Os alunos tem que colocar bancos para dois ocupantes, sistemas de iluminação, som, vidro elétrico, painel de instrumentos e outros itens.

“Estamos com o nosso 80% concluído. Algumas peças usadas são de outros veículos e outras criadas pelos próprios alunos como a lataria, por exemplo”, explica o professor Valdir Tadeu Assink. Depois da competição, o carro compacto será usado como material didático para outros alunos do curso.

Em 2017, o curso de Mecatrônica trouxe o primeiro lugar para Lages. Desde que iniciou este ano letivo, a turma do Lucas Thums e os professores pensam no projeto com o intuito de manter a cidade com a melhor colocação. A partir de julho eles começaram a fazer os testes práticos com os dois robôs. Um deles participante da prova cross, com corrida e superação de obstáculos, e outro para luta de sumô.  “Todos nós tivemos que colocar em prática os ensinamentos de programação, eletrônica e mecânica”, explica.

Quem também trouxe o primeiro lugar para Lages no passado foi o curso de Automação Industrial. Nesta edição, os estudantes querem manter o bom desempenho.  Eles receberam o desafio de programar um braço robótico e manipulador para o jogo hockey air, com 3 modos de operação: automatizado, quando o robô toma a decisão, remoto, no qual o comando ocorre de um computador,  e manual, onde o operador comanda o robô.

“O que aprendi de mecânica fazendo esse projeto, vou levar para minha vida toda”, diz o jovem João Gabriel Antunes Silva, de 19 anos. Foi com erros e acertos que eles compreenderam o processo de aprendizagem. “A máquina quebrou, corrigimos o que não estava certo, usamos novos materiais e descobrimos outras técnicas de funcionamento. Vamos enfrentar esse tipo de dificuldade todos os dias no mercado de trabalho”, avalia o estudante Guilherme Ribeiro.

Texto e fotos: Catarinas Comunicação