O incidente ocorrido em 2013, na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), fez com que os órgãos fiscalizatórios de todo país se tornassem mais exigentes com relação ao Projeto Preventivo Contra Incêndio (PPCI). Para demonstrar os cuidados que se deve ter ao realizar um projeto deste porte, o Núcleo de Engenharia e Arquitetura da Associação Empresarial de Lages realizou uma palestra com o tema “Projeto preventivo de incêndio e vistoria”, que foi proferida pela engenheira civil, Mayara Zanotto, e o Sargento Antonio Sabino, do Corpo de Bombeiros.

O projeto preventivo contra incêndio visa identificar as soluções adequadas para cada espaço da edificação. O principal objetivo é evitar o incêndio, mas caso ocorra o projeto deve garantir o abandono seguro da edificação e áreas de risco, dificultar a propagação do incêndio, proporcionar meios de controle e extinção do incêndio e permitir o acesso para as operações do Corpo de Bombeiros.

A engenheira destacou que o projeto deve conter soluções adequadas para cada espaço da edificação, “por isso tanto a elaboração do PPCI quanto à implantação dos sistemas e das medidas de segurança contra incêndio e pânico devem ser efetuadas por profissional legalmente habilitado e com registro no respectivo conselho de classe regional, observadas as Normas de Segurança contra incêndio expedidas pelo Corpo de Bombeiros”.

De acordo com Mayara, tão importante quanto o PPCI é o plano de emergência. “Ele serve para preparar o público da edificação para um rápido e eficiente abandono do edifício, em caso real de incêndio ou qualquer outra emergência. Para ser eficaz deve ter um memorial descritivo, contendo o passo a passo a ser seguido no caso de uma emergência, como por exemplo o acionamento do alarme de incêndio, comprovação do foco de incêndio, ligar para o Corpo de Bombeiros e evacuação da edificação”, alertou ela.

Em seguida foi a vez do Sargento Sabino explicar como funciona a vistoria. Segundo ele, deve-se ter cuidado com dois pontos, o primeiro é que nem sempre quem projeto é quem executa a obra e a segunda é quem nem sempre quem executa está apto a fazer isso. “São muitos detalhes que devem ser observados e seguidos na hora de executar o projeto, pois na hora da vistoria são analisados todos os detalhes, se estão dentro das normas exigidas”, alertou ele. 

Sheila Rosa - Assess. de Imprensa da ACIL