Um produto químico desconhecido, porém, de forte reação, escorreu de um terreno perto de  empresas próximas às margens da BR 116, na Cidade Alta, em Lages. Por onde passou,  deixou marcas semelhantes à de queimadas, e parte da vegetação afetada, como roseiras plantadas ao longo da cerca, acabaram morrendo. A percepção do dano ambiental ocorreu a cerca de uma semana. Na tarde desta quinta-feira (13/12), após ser informada da ocorrência,  a Polícia Militar Ambiental foi investigar. A partir da constatação irá instaurar um procedimento investigatório e análises de laboratório serão feiras para saber exatamente qual tipo de resíduo que causou os danos na vegetação próxima e acabou escorrendo também no riacho.

De acordo com os policiais, não é possível, sem análise, saber qual a extensão dos danos e ou que tipo de perigo o produto pode representar às pessoas ou ao ambiente. Quem viu disse que não precisa ser nenhum perito para perceber de que é bastante danoso. A preocupação maior é o fato de o resíduo poluente também ter chegado a um riacho que passa nos fundos das empresas instaladas no local. O resíduo avançou em terreno privado e afetou a grama, flores e árvores ao redor, como se fossem queimados por fogo.

Por outro lado, nas imediações, a comunidade tem sofrido com a liberação de fortes odores provenientes da manipulação de diversos produtos Classe I, de parte de uma empresa situada nesta parte alta da cidade. Agora, o problema se amplia, com o vazamento de rejeitos contaminantes que avançaram a um terreno vizinho. Após a visita da PMA, os que se sentiram prejudicados esperam agora pelas medidas cabíveis, e assim, impedir o avanço desse ou de outros produtos desconhecidos em terrenos próximos. Segundo foi informado, isso ocorreu pela terceira vez.

 

Para saber detalhes e a justificativa do vazamento do produto, além do nível de contaminação, foi feito contato com a assessoria matriz da empresa, com sede em Chapecó, mas, até agora não foi dado nenhum retorno.

Paulo Chagas Vargas - Assess. de Imprensa