Professores e servidores de escolas de Bom Retiro e Rio Rufino, na Serra Catarinense, começaram as atividades de 2019 com a ideia de ter um ambiente escolar mais pacífico, humanizado e acolhedor. Por isso, buscaram conhecer a Justiça Restaurativa. O juiz Edison Alvanir Anjos de Oliveira Júnior e assistente social Gisele Comiran falaram, recentemente, a eles sobre como os círculos de construção de paz podem ser importantes nesse processo.

As ações de Justiça Restaurativa no ambiente escolar vêm sendo feitas pela comarca de Bom Retiro desde 2018. Desta vez, o trabalho foi com a EEM Valmir Omarques Nunes, EEB Alexandre de Gusmão, ambas da cidade, e a EEB Djalma Bento, de Rio Rufino. “As experiências de Justiça Restaurativa nas escolas nos trazem boas referências no sentido de mudar a maneira de perceber a violência e os conflitos e, especialmente, as formas de abordagem”, destaca a assistente social Gisele Comiran.

Para o juiz Edison é a partir do diálogo, vivências afetivas e de pertencimento que se cria uma relação saudável. “ Isso justifica a necessidade de reforçar a cultura dos círculos de construção de paz. Assim teremos um ambiente escolar baseado na conversa e sensibilização para resgatar a boa convivência e interação social de qualidade”.  

No encontro, os professores e servidores puderam  participar de uma vivência breve de um círculo de construção de paz.  A técnica elimina o conflito e ajuda os envolvidos a compreenderem suas corresponsabilidades em se tratando dos fatos que que geraram o desentendimento. “ Essa capacitação foi muito importante, pois atuar na prevenção é cumprir uma das principais funções sociais da escola”, diz o diretor da EEM Valmir Omarques Nunes, Fabio de Almeida. 

Taina Borges - Assessoria de imprensa do TJSC - Lages  - Fotos: Comarca de Bom Retiro